Recentemete comecei a pensar na série “O conto da Aia”, não li o livro e não sei se conseguiria e recentemente, posso dizer que se acentuo com o novo mandatário dos EUA assumindo o poder e sua politica, ainda mais com a fala do Chefe do Pentágono, Pete Hegseth quando postou um vídeo de um pastor de um movimento evangélico nacionalista, que está ganhando influência entre parte dos republicanos dizendo que mulher não deve votar.
Porém, eu guardava este sentimento comigo mesma, pensando “deve ter sido o impacto que essa obra causou em mim”, mas a poucos dias assistindo o “O É da Coisa” do jornalista Reinaldo Azevedo -jornalista de alto conceito – programa que aqui em casa assistimos rigorosamente todos os dias, derrepente ele me surpreende terminando o programa numa crítica ao crescente movimento da extrema-direita no mundo com um post da série “O conto da Aia, com a pergunta se nos fazia lembrar alguma coisa?
Então eu surpresa, penso, não estou sendo influenciada pela imaginação e começei a pesquisar, coisa que faço quando algo me incomoda e descobri que muita gente lúcida já pensa como eu.
Mas vamos falar de “O Conto da Aia”(The handmaid’s tale):
“O Conto da Aia” é uma obra distópica, mas que permanece atual e próxima da realidade porque a obra de Margaret Atwood, publicada em 1985, reflete realidades e temores na sociedade, como perda de direitos das mulheres, o autoritarismo e a supressão da liberdade individual, servindo como espelho para as desigualdades e abusos que ainda existem no mundo , refletindo, de forma alegórica, o risco de regime atouritários e teocráticos , a opressão contra os direitos das mulheres e a perda de liberdade individuais das pessoas que podem manisfestar-se em várias sociedades e contextos históricos, inspirando a sociedade a permanecer vigilante contra a escalada de movimentos conservadores e misóginos.
A história é um alerta sobre os riscos de um conservadorismo extremo e sobre como as mudanças políticas e sociais podem levar à desumanização e à opressão, enquanto o simbolismo do uniforme das aias se tornou um grito de protesto feminista.
- A história é uma distopia, um mundo ficcional onde as coisas deram errado, e a sociedade é desumanizada e totalitária.
- A formação de um governo teocrático fundamentalista, a República de Gilead, em um futuro próximo dos EUA, e a submissão das mulheres à escravidão reprodutiva, usando um uniforme vermelho para reforçar sua submissão, são exemplos claros de violência contra as mulheres.
- Uma crise política devido a uma epidemia, desastres naturais e acidentes nucleares leva ao poder, em um cenário especulativo, um regime baseado numa interpretação radical da Bíblia.

- Atualmente, o livro serve como um “espelho perturbador do presente” e uma reflexão sobre os abusos e desigualdades sociais e de gênero.
- A obra se conecta com o movimento #MeToo , a luta contra a retirada de direitos e os assédios, o movimento pelo aborto, o aumento do conservadorismo e a expansão de governos opressores.
- A fantasia da aia, com sua touca branca e vestido vermelho, tornou-se um símbolo de resistência e protesto contra as ameaças aos direitos das mulheres e o autoritarismo, como visto em manifestações e marchas.

-
Espelho de medos:
A obra não é apenas ficção; ela espelha situações e receios atuais, como a perda de direitos reprodutivos, e a imposição de um regime teocrático e fundamentalista que restringe a liberdade feminina.
-
Alegoria de dinâmicas sociais:
“O Conto da Aia” funciona como uma alegoria sobre as relações de gênero e a luta contra o patriarcalismo e o autoritarismo, temas que continuam relevantes na sociedade.
Símbolo de resistência
-
Símbolo feminista:A fantasia da aia, com sua capa vermelha e touca branca, tornou-se um símbolo poderoso para ativistas, utilizada em protestos contra a opressão e a falta de direitos das mulheres, especialmente em relação à saúde e ao corpo feminino.
-
Grito de guerra:A frase “Nolite te bastardes carborundorum” (“Não deixe os bastardos te esmagarem”), que aparece no livro, foi adotada como um grito de resistência e coragem por muitas mulheres.
-
Previsão de ameaças:
A autora Margaret Atwood já comentou que a obra está “muito mais próxima da realidade” devido às ameaças aos direitos das mulheres.
-
Importância da vigilância:O livro e a série funcionam como um alerta para a sociedade, incentivando a reflexão sobre para onde queremos levar o mundo e a necessidade de lutar contra o autoritarismo e a intolerância para que o cenário distópico não se torne realidade.Inspiração da autora:
Margaret Atwood, a autora, afirmou que as atrocidades apresentadas em sua obra foram inspiradas em fatos históricos, e que se fizermos uma reflexão do tempo que a obra foi escrita e os fatos históricos que a autora descreve, me parece que os fatos se repetem e a distopia pode ser tornar realidade, se não ficarmos atentos e vigilantes.

Margaret Atwood, 78 anos – A prefetisa do presente/(Tara Ziemba/WireImage//Getty Images)
Sei que há um panorama político maior por trás da série, mas, na maioria das vezes, eu a encaro de uma forma mais pessoal, e espero que as pessoas assistam e, independentemente da sua condição social, encontrem inspiração, um pouco de coragem, garra e a audácia típica em seus dias.
E a principal lição de ‘The Handmaid’s Tale’ é nunca desistir, continuar lutando pela sua liberdade, pelos seus direitos e que a coragem, a resiliência e a determinação de June- a protagonista -e todas as pessoas oprimidas por aquele regime possa servir de inspiração.

June Osborne – A protagonista, uma mulher de 30 anos forçada a se tornar uma Aia pelo fato de ainda ter a capacidade reprodutiva
*Não pretendo dar spoilers para aqueles que ainda não leram a obra ou não assistiram a série; então recomedo que leiam ou assistam, é incomoda extamente porque quem assistir sentirá o gosto amargo da realidade dos dias presentes, além de despertar o senso crítico.
Por Ana Fidelis Miasso – Sócia- proprietária e chefe de redação do Jornal de Lins e Artigo3

PUBLICIDADE:

Trabalhamos para você ter uma melhor qualidade de vida.
Contato (14) 98105-2710 e (14) 98105-2706
E-mail:ypedourado.construtora@yahoo.com.br
APOIE O JORNAL DE LINS COM QUALQUER VALOR PARA CONTINUARMOS DEFENDENDO A DEMOCRACIA






























































Comente este post