Imagem Eu sem fronteiras
Muitos traumas da infância acabam impactando de forma negativa na vida adulta. Sejam elas boas ou más experiências. Pois é na infância que algumas emoções como ansiedade, medo, pânico, problemas familiares podem deixar marcas que se tornam gatilhos emocionais quando adultos.
Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo? Eu não sei você, mas eu tenho lembranças de momentos muito felizes e de outros bem tristes de quando era apenas uma criança. E esses acontecimentos ficaram marcados na minha memória.
As pesquisas vêm apontando que traumas emocionais na infância provocam uma implicação tanto psicológica, como familiar, social e econômica. Mas existem algumas marcas que são bem comuns em quase todos os adultos, desde a sensação de abandono até rejeição.
Isso não é invenção. Aquelas lembranças que você tem meio borradas, mas que despertam sentimentos fortes, estão aí dentro em algum lugar.
O bebê na barriga da mãe escuta as vozes de quem fala com ele e as reconhece ao nascer – esse é o poder que, nós, adultos, temos com os pequenos, sejam nossos filhos, parentes próximos, cuidadores ou educadores.
As experiências boas ou ruins vão influenciar nosso comportamento ao longo da vida. Os traumas de infância afetam os relacionamentos na vida adulta e, o que nos ensinam na tenra idade, será o que nos molda no futuro. E nesse espaço de tempo os traumas podem marcar toda a existência.
Eventos traumáticos presenciados na juventude tem impacto na sua saúde mental, emocional e física. Muitas vezes, vão precisar de tempo, tratamento e ajuda psicológica para superar esses episódios.
O adulto é reflexo da criança que foi um dia, afinal, um trauma não fica só na infância, é carregado por longos anos, às vezes, permanece para sempre. Os efeitos devastadores deste impacto aparecem em forma de pesadelos, dificuldade para dormir, facilidade ou dificuldade para chorar, comportamentos agressivos, isolamento social, crises de pânico, falta de apetite, compulsão alimentar, medo intenso, entre outros.
Podemos livrar nossas crianças dos traumas? Nem sempre, mas podemos não os negligenciar e buscar ajuda de profissionais qualificados é fundamental nesse processo.
Os gatilhos emocionais
É na infância que sonhos, medos tem um impacto maior. Um medo quando não tratado na infância, implica em um medo maior na fase adulta, o que pode de alguma forma interferir em todos os momentos da vida. Por isso, a infância é considerada uma fase importante e os pais precisam ficar atentos aos quadros emocionais dos seus filhos para que eles não desenvolvam traumas ou até doenças. Confira algumas marcas comuns na infância e que perduram na fase adulta:
1 – AbandonoAs crianças quando são pequenas, se sentem constantemente abandonadas ou tem medo que os pais e amigos os deixem. Esse trauma ainda prevalece na fase adulta, quando é bem comum se sentir sozinho ou achar que ninguém gosta da gente e que vamos ser trocados por outras pessoas. Neste caso, para essa marca não acompanhar e atrapalhar a vida das pessoas é necessário trabalhar a autoconfiança.
2 – Humilhação
Na infância, frases, ações podem deixar uma profunda marca que é a humilhação. Ainda mais nesta fase, onde se sentir amado e aceito é importante. Quando os pais humilham, ou até amigos, fica um sentimento que dura por muito tempo. É normal a pessoa se ‘fechar’ para não querer passar por isso novamente. Então, cuidado com qualquer frase ou atitude com o seu filho. Um diálogo é sempre bem-vindo.
3 – Inutilidade
Quando os pais não dão muita atenção, ou até não brincam com o filho, é comum a criança se achar inútil ou pensar que está atrapalhando e não serve para nada. Falar da importância da criança para a vida dos pais é fundamental para ela saber que é importante independente dos fatos e se sentir aceita no círculo que vive.
4 – Falta de confiança
A confiança é muito importante para a criança. Muitas vezes os pais prometem algo que não são capazes de cumprir. E essa atitude é negativa, pois na adolescência e fase adulta podem sentir desconfiança em relação às pessoas e as coisas. Essa falta de confiança limita os relacionamentos pessoais, deixando a pessoa sempre desconfiada.
5 – Rejeição
A rejeição marca profundamente a vida de uma pessoa. Desde uma doença, um problema, o modo de se comportar precisa ser aceito ou dialogado. Partir para uma humilhação, deixando a criança constrangida é deixar uma ferida emocional que é muito difícil de ser trabalhada depois. A rejeição atrapalha a vida da pessoa, fazendo ela se sentir menor perante os outros e evitando relações como medo de ser rejeita.
Se você se identificou com alguns desses problemas, procure auxílio de um profissional e não deixe que o presente se confunda com o passado.
Por Paula Toyneti Benalia é formada em psicologia, empreendedora e escritora; entre suas obras está a trilogia Deusas de Londres.

Enviado por Dielin da Silva – Assessora de Imprensa
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