- Lilás: Focada na prevenção e combate ao cancêr do colo do útero.
- Amarelo: Voltada para a conscientização sobre a endometriose.
- Azul-Marinho: Dedicada à prevenção do cancêr colorretal.
Março Lilás – Conscientização sobre Câncer de Colo de Útero
Saiba sobre a prevenção do câncer do colo de útero
Março Lilás é o mês de conscientização sobre a importância da prevenção ao cancêr de colo de útero. Além de alertar sobre o tema, a campanha também busca ajudar a enfrentar a doença, que atinge mais de 17 mil mulheres no Brasil por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Cãncer (INCA). É o terceiro tipo de câncer mais frequente entre a população feminina no país. O principal fator de risco é a infecção pelo HVP, o Papilomavírus Humano.
Como se prevenir do câncer de colo de útero?
As principais formas de prevenção contra a doença são a vacinação contra HPV e o uso de preservativo durante a relação sexual, para evitar o contágio pelo vírus. A imunização deve ocorrer antes do contato com o vírus. Por isso, a vacinação gratuita contra o HPV é recomendada para a idade para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, no Sistema Único de Saúde (SUS). São recomendadas duas doses.
Mulheres e homens que vivem com HIV/Aids, pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea também podem ser vacinados gratuitamente nos postos de saúde. Nestes casos, é recomendado tomar três doses.
A detecção deste tumor é feita por meio de exames clínicos ou laboratoriais, como o exame preventivo papanicolau, que deve ser realizado por todas as mulheres após o início da vida sexual.
Vale ressaltar que, além do câncer de colo de útero, a vacina contra HPV também protege contra os tumores de vagina, pênis, anal, boca e garganta.
Você sabe quais são os sintomas de colo de útero?
O câncer do colo do útero é um tumor que costuma ter desenvolvimento lento. Na fase inicial, pode não apresentar sintomas. Nos casos mais avançados, pode haver sinais como:
- Sangramento vaginal, principalmente durante ou após as relações sexuais;
- Dores na região pélvica e na virilha;
- Alterações urinárias e intestinais;
- Secreção vaginal com odor desagradável.
Para prevenir, é importante tomar a vacina contra HPV, fazer exames de rastreamento e, em caso de qualquer incômodo ou suspeita é importante consultar um médico.
Quais são os tipos de câncer de colo de útero?
Existem diferentestipod de cãncer do colo uterino, de acordo com o tipo de célula:
- Carcinoma epidermóide ou escamoso: é o tipo mais comum e representa cerca de 80% dos casos. Está associado à infecção pelo vírus HPV, (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, e causa o aparecimento de verrugas no colo do útero.
- Adenocarcinoma: representa 20% dos casos e surge a partir da infecção nas células da endocérvice, que é a parte interna do colo de útero.
Carcinoma adenoescamoso: é o tipo mais raro e pode acontecer com o aparecimento de verrugas ou características mistas dos dois tipos anteriores.
Quais são os tratamentos para o câncer de colo de útero?
O tratamento pode ser feito via cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A definição depende do estágio da doença.
Prevenir é o melhor remédio. Mantenha as vacinas em dia, faça exames de rotina e sempre procure orientação médica.
Março Amarelo – Campanha voltada para a conscientização sobre a endometriose.
A endometriose afeta cerca de 190 milhões de mulheres em todo o mundo, sendo mais de 7 milhões somente no Brasil, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Trata-se de uma doença ginecológica em que o tecido que reveste o útero cresce fora do órgão e pode se espalhar pelos ovários, trompas, intestino, bexiga e outras partes do corpo, causando dor crônica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais e infertilidade. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, acomete entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que 30% delas têm chances de ficarem estéreis. A endometriose requer diagnóstico precoce para garantir que o tratamento ocorra nas fases iniciais, possibilitando o melhor desfecho às pacientes. O Março Amarelo tem como objetivo informar a população sobre os sintomas da doença, os impactos na qualidade de vida das pacientes e formas de prevenção e tratamento. Muitas vezes, o diagnóstico conclusivo da endometriose leva anos para ser definido, já que os seus sintomas podem ser confundidos com outras condições.
De acordo com o ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Rogério Tadeu Felizi, entre as formas de prevenção e tratamento da endometriose estão a prática regular de exercícios físicos, a alimentação saudável, o controle do estresse e a realização de exames ginecológicos de rotina. Além disso, é importante que as mulheres conheçam o seu próprio corpo e estejam atentas a qualquer alteração em seu ciclo menstrual. “Os principais sintomas clínicos da doença são dor pélvica crônica, alterações intestinais (dor à evacuação, sangramento nas fezes, aumento do trânsito intestinal durante o período menstrual), alterações urinárias e infertilidade. Embora estas manifestações sejam muito sugestivas de endometriose, não são exclusivas desta doença, por isso requer um diagnóstico diferenciado.”, explica Dr. Felizi.
Diagnóstico e tratamento da endometriose: o diagnóstico da endometriose é realizado por meio de dados clínicos e de imagens. O exame clínico apresenta limitações para esclarecer a extensão e profundidade das lesões, tornando necessária a utilização de outros métodos para auxiliar no diagnóstico. “Embora o diagnóstico da endometriose seja por meio de videolaparoscopia com biópsia, outros métodos não invasivos (clínico e imagem) são importantes para a decisão de como e quando realizar o procedimento cirúrgico. Atualmente o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética de pelve são os exames utilizados na detecção da doença. Nos casos de endometriose profunda com comprometimento intestinal e urinário podem ser necessários também exames como colonoscopia e a urografia”, afirma Dr. Felizi.
O especialista também ressalta que a ultrassonografia com preparo intestinal vem sendo utilizada no diagnóstico da forma profunda, principalmente para comprometimento intestinal. O diagnóstico clínico e por imagem muitas vezes é suficiente para o início do tratamento, sendo a cirurgia indicada para os casos mais graves (infertilidade, comprometimento do sistema intestinal e urinário) ou nas pacientes sem resposta adequada ao tratamento clínico medicamentoso.
“Desde o ano de 2008, a endometriose passou a ser vista como uma doença crônica, que exige conduta terapêutica a longo prazo. O tratamento leve é realizado com contraceptivos hormonais e tem apresentado resultados muito satisfatórios principalmente no controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Na endometriose profunda, o tratamento medicamentoso pode levar a melhora dos sintomas e diminuição das lesões, porém em situações em que a doença causa comprometimento anatômico e funcional, a cirurgia é a melhor indicação para remover os focos da doença, diminuindo a dor, proporcionando melhora na qualidade de vida e nos índices de fertilidade”, explica o ginecologista.
Atualmente, os procedimentos robóticos são a melhor opção para o tratamento cirúrgico da endometriose, pois permitem a remoção do tecido excedente, e possibilitam ao cirurgião acesso a estruturas do organismo que não eram possíveis nos procedimentos laparoscópicos. As cirurgias se tornam mais precisas, rápidas e menos invasivas, facilitando a recuperação das pacientes. Com a tecnologia da robótica o médico tem uma visão 3D ampliada em 10 vezes da área afetada e traz menos morbidade para as pacientes que, em geral, recebem alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento. Além de menos riscos de complicações, a cirurgia robótica tem menos sangramento e dor no pós-operatório e pela recuperação mais rápida.
Março Azul-Marinho: Campanha à prevenção do cancêr colorretal.
- Objetivo: Alertar sobre o câncer que afeta o intestino grosso e reto, que é tratável e curável se descoberto cedo.
- Público-alvo: Pessoas a partir dos 45 anos, ou antes, caso haja histórico familiar, devem iniciar o rastreamento.
- Prevenção Primária: Manter o peso saudável, realizar atividades físicas regulares, consumir bastante água e evitar carnes processadas, vermelhas em excesso e bebidas alcoólicas.
- Detecção Precoce: Os principais exames são a colonoscopia (padrão ouro) e a pesquisa de sangue oculto nas fezes.
- Sintomas de Alerta: Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre frequente), dor abdominal e perda de peso sem causa aparente.
Aumentar o diagnóstico precoce de câncer de intestino, garantir mais qualidade de vida aos pacientes e ampliar a margem de cura são os principais objetivos da campanha Março Azul, edição 2025, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). A proposta da organização da campanha é reforçar a recomendação de exames para a detecção precoce do câncer de intestino a partir dos 45 anos, idade já adotada por sociedades internacionais, como a American Cancer Society. No Brasil, o rastreio é direcionado para as pessoas na faixa etária dos 50 anos.
A campanha, que traz como tema “Chegou a Hora de Salvar a Sua Vida”, alerta homens e mulheres sobre a importância do cuidado preventivo. O câncer de intestino, também chamado de colorretal e colón, é o segundo mais comum, ficando atrás somente dos cânceres de mama e de próstata – excluindo o câncer de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 45 mil novos casos para este ano.
“Ainda que o câncer de intestino seja uma das doenças mais frequentes e fatais no país, 65% dos casos são diagnosticados em fase avançada. Quando identificado em estágio inicial, o câncer de intestino tem até 90% de chance de cura”, afirma Marcelo Averbach, um dos coordenadores da campanha nacional.
Em sua quinta edição, o Março Azul, reforça também a importância da parceria entre médicos, associações, instituições governamentais, pacientes para a execução de medidas preventivas e amplia o público-alvo da campanha. Além das ações de mobilização, o site oficial da campanha (www.marcoazul.org.br) e o perfil no Instagram (@campanhamarcoazul) são pontos de referência, com informações sobre fatores de risco, prevenção, métodos de diagnóstico e opções de tratamento.
Prevenção e diagnóstico:
O câncer de intestino pode ser diagnosticado e prevenido por meio de exames, como o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. “Na literatura médica, há cada vez mais evidências do aumento significativo de novos casos de câncer do intestino entre pacientes com menos de 50 anos, e a mortalidade nessa faixa etária também tem aumentado. Assim, diversas sociedades no mundo passaram a recomendar os exames diagnósticos mais cedo, aos 45 anos, o que passamos a adotar e a fazer o alerta”, ressalta o presidente da SBCP, Sérgio Eduardo Alonso Araújo.
O câncer de intestino pode ser influenciado por diversos fatores de risco como histórico familiar, sobrepeso, alimentação inadequada e tabagismo, bem como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Adotar um estilo de vida mais saudável pode reduzir significativamente as chances de desenvolvimento da doença, o que inclui uma dieta rica em frutas, verduras e cereais integrais, além da prática regular de atividades físicas. Os cuidados com a saúde, no entanto, não dispensam a realização dos exames preventivos.
O diagnóstico tardio não apenas reduz as chances de cura dos pacientes, como gera aumento no custo para o sistema de saúde. “Cada atraso no diagnóstico é prejudicial em dois aspectos: além de diminuir significativamente as chances de cura, impõe um custo ainda maior ao nosso sistema de saúde. Por isso, sem dúvidas, a detecção precoce é a estratégia mais eficaz para salvar vidas e evitar a escalada de intervenções onerosas e invasivas”, destaca Eduardo Guimarães Hourmeaux, presidente da SOBED.
Conscientização:
Nos últimos anos, a campanha alcançou um público estimado de 93 milhões de pessoas no Brasil, com o apoio da mídia, de artistas e influenciadores, além da iluminação de monumentos em azul, um gesto simbólico que uniu o país na luta contra o câncer de intestino. Em 2025, a meta é ampliar ainda mais esse alcance por meio de palestras, mutirões, eventos, entre outras ações.
A iniciativa Março Azul teve início em 2021 e já contou com o envolvimento de centenas de parceiros institucionais ao longo de cada edição. No ano passado, por exemplo, mais de 125 parceiros apoiaram a causa, entre eles instituições como a Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades médicas nacionais, além do Conselho Nacional de Justiça, Congresso Nacional, prefeituras, governos estaduais, entre outras.
Além disso, diversas personalidades e celebridades emprestaram sua imagem e voz para o esforço de conscientização na luta contra o câncer de intestino. Os depoimentos também se somaram aos milhares de reportagens e entrevistas com médicos especialistas, que mostraram aos brasileiros a importância da prevenção e dos cuidados regulares.
Fonte: Hospital Oswaldo Cruz, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva e Sociedade Brasileira de Colóproctologia.
PUBLICIDADE

THJA é sua agência de Negócios e Projetos. Abrimos portas para o sucesso dos seus negócios.
Contato:(14) 99894-1299 e (14) 99862-4641
E-mail: thja.gestaodeprojetos@yahoo.com.br

Para defender as liberdades democráticas e construir um país com justiça social, precisamos de seu Apoio.
Junte-se a nós. Apoie o site jornaldelins.com.br.
Faça uma Doação de qualquer valor.
Faça um PIX: 20.140.214/0001-70





























































Comente este post