Adolescente do CASA Feminino Chiquinha Gonzaga participa da edição do podcast “Apocalíptico”, premiado na Olimpíada do Oceano/Imagem Divulgação
O talento e a criatividade de adolescentes em medida socioeducativa renderam destaque nacional na V Olimpíada Brasileira do Oceano – O2. Ao todo, os jovens conquistaram 64 certificados de ouro, 44 de prata, 49 de bronze e 68 menções honrosas, somando 225 reconhecimentos em uma das principais competições brasileiras voltadas à educação científica e à consciência socioambiental.
A competição é estruturada em três modalidades: Conhecimento, com prova interdisciplinar sobre o tema oceano; Projeto Socioambiental, voltada ao desenvolvimento de propostas com impacto social; e Produção Artística, Cultural e/ou Tecnológica, que contempla criações autorais como textos, músicas, podcasts, aplicativos e outros formatos. Os resultados foram divulgados entre o fim de novembro e o início de dezembro de 2025, após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, no Pará.
Na modalidade Conhecimento, os jovens do CASA Botucatu lideraram a premiação, com 12 certificados de ouro. Na sequência aparecem as adolescentes do CASA Feminino Chiquinha Gonzaga, da capital paulista, com 11 ouros, e os jovens do CASA Tamoios, em São José dos Campos, com 10 ouros. Também tiveram desempenho expressivo o CASA Feminino Cerqueira César e o CASA Itaquá, em Itaquaquecetuba, com sete certificados de ouro cada. O CASA Feminino Chiquinha Gonzaga ainda ampliou seu destaque ao conquistar seis certificados de ouro na modalidade Produção Artística, Cultural e/ou Tecnológica.
Os demais jovens premiados são atendidos em centros socioeducativos localizados na capital paulista; no litoral, em Mongaguá e São Vicente; e no interior, nos municípios de Araçatuba, Bauru, Botucatu, Campinas, Cerqueira César, Irapuru, Limeira, Mogi Mirim, Piracicaba, São José do Rio Preto e Sorocaba.
CASA Chiquinha Gonzaga se destaca com podcast sobre crise climática
O reconhecimento às jovens do CASA Feminino Chiquinha Gonzaga veio com a produção do podcast “Apocalíptico”, realizada com orientação de professores das áreas de Artes e de Ciências/Biologia. A obra constrói uma narrativa ficcional ambientada em um futuro marcado pelo colapso climático, no qual a humanidade sobrevive em abrigos subterrâneos após a devastação ambiental do planeta. Ao longo do episódio, as jovens abordam temas como poluição, aquecimento global, escassez de oxigênio e extinção da vida marinha, utilizando a linguagem sonora para provocar reflexão sobre os impactos das ações humanas no oceano e no equilíbrio ambiental.
“A gente quis mostrar como seria o mundo se nada mudasse. É um alerta sobre o que pode acontecer se as pessoas continuarem ignorando os impactos ambientais”, afirma a adolescente Gabriela (nome fictício), uma das participantes da produção.

Maquete produzida por jovens do CASA Irapuru ll conquistou medalha de bronze na modalidade Projeto Socioambiental da Olimpiada do Oceano/ Imagem Divulgação
Para a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, o desempenho dos adolescentes evidencia o potencial transformador da educação no processo socioeducativo. “Os resultados demonstram que, quando oferecemos oportunidades reais de aprendizagem, nossos jovens desenvolvem responsabilidade, autonomia e projeto de vida. Nosso papel é garantir que esses adolescentes retornem à sociedade mais preparados para exercer sua cidadania e contribuir para uma convivência social mais segura e justa”, afirma.
A competição também prevê premiação para estudantes de escolas públicas, com a concessão de noventa bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) do CNPq. Cada bolsa tem vigência de oito meses, no valor de R$ 300 por mês, permitindo que os jovens desenvolvam projetos sobre cultura oceânica em suas escolas.
Sobre a Olimpíada do Oceano
A O2 é promovida pelo programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a UNESCO, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa se alinha à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (2021–2030) e às ações para atingir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
Sobre a Fundação CASA
A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.
Enviado por Assessoria de Comunicação da Fundação Casa
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