Créditos de Imagem Medium
Viver na bolha significa viver “protegidx“, viver em sua zona de conforto, totalmente alienado `a dureza que é a realidade.
“Sair da ‘bolha’ para ouvir opiniões políticas diferentes pode acentuar a polarização.”
Na política os militantes que são dirigentes dos maiores partidos políticos brasileiros são pessoas, de maior vivência e que tem uma história política de atividade, com uma intensa relação com outros políticos de correntes de pensamento diversas da sua, o que contribue para a construção de alianças, que é a essência da política; em contra partida vemos “muitos militantes de bolha” que se limitam a se posionar apenas em seus grupos virtuais ou a reproduzir textos, opniões até mesmo complexas de outras pessoas, esses individuos perdem a oportunidade de um debate aberto e construtivo.
É perceptível a existência de “bolhas sociais” no espaço virtual, onde boa parte dos usuários procuram um ambiente em que se sinta seguro, distante de informações perigosas que se oponham à sua realidade e contrariem suas opiniões. E é aqui que mora um grande perigo, pois os indivíduos incorrem no erro de achar que o mundo correto é reflexo daquilo que eles pensam. Ao ver apenas suas próprias verdades, o indivíduo limita sua capacidade de conhecer com primazia a complexidade do mundo em que ele vive, bem como entender e respeitar as diferenças das pessoas que o rodeiam.
Os que vivem na bolha tem a necessidade de se alimentar por completo de uma vida transformada em solidão raivosa. É disso que se trata viver na bolha. A entrada na bolha começa com uma sensação de conforto, um certo privilégio até, de estar finalmente a encontrar com quem pensa como ele.
Assim, uma bolha é entendida como um grupo de pessoas que se unem por interesses semelhantes e acabam por excluir a participação de quem tem pensamentos contrários. Isso limita as relações e, de certa forma, protege o grupo, mantendo um equilíbrio.
Os que vivem numa bolha costumam ser urbanóides, leem vários jornais , acessam e consomem somente veículos de informação que vão de encontro com o que pensam e acreditam como verdade. Definir amizades e relações interpessoais com base em tais critérios só mostra o quão resistente é a bolha e o quanto o indivíduo está vulnerável à intolerância com o contraditório e à impossibilidade de vencer o preconceito e conviver com o diferente.
O grande perigo das bolha é o fato de haver uma visão distorcida da realidade, que em um grupo de pessoas não há discordância, causando assim uma falsa visão da verdade absoluta, sendo que o contato entre grupos oponentes pode acabar diminuindo a polarização, uma vez que interações positivas levariam à quebra de estereótipos.
Bolha social nada mais é que um conjunto de pessoas que partilham dos mesmos valores, cultura, gostos, hábitos, ideologia. E quando entramos nas redes sociais de quem vive na bolha, obervamos que as postagens são das mesmas pessoas, que compartilham do mesmo pensamento com as quais mais interagem, comentam e curtem, e difilcilmente veremos postagens públicas, é mais fácil viver sobre a proteção de quem não discorda, talvez por não ter conhecimento ou pela resistência a pensamentos contrários ou suas fontes de informações não terem bases sólidas na verdade dos fatos, temem a argumentação.
Esse ambiente gera uma falsa ideia de debate multiplural, já que a diversidade de pensamentos é inexistente – os usuários apenas estão interagindo com ideologias alinhadas a suas visões. Esse cenário contribui para o empobrecimento do ideal democrático.
Como disse anteriormente, a formação de bolhas na nossa sociedade não é um fenômeno novo, mas, talvez por conta das redes sociais, e da polariação crescente ( registrada também em outros países do mundo), isso reafirma que estamos realmente vivendo um período no qual esse fenômeno se acirra, acentuando a separação em grupos, com pouco diálogo com outros.
Como sair da bolha?
Desenvolver a criticidade, aprender a ouvir, entender e respeitar o que o outro pensa é um grande passo , pois onde não há diálogo inexiste a possibilidade de romper os obstáculos que nos dividem e de superar os desafios para chegar ao bem comum. Sempre haverá divergências. Afinal, ela existe desde que o mundo é mundo. Mas lidar com essas divergências com respeito, coerência e sensatez é o que nos torna diferente de alguns animais, que instintivamente fazem uso da violência e da força para atingir seus objetivos. É uma ilusão achar que estar na bolha vai eliminar as diferenças. Não há a menor possibilidade de viver sem diferenças.
É preciso respeitar, conviver com as diferenças de opniões, uma vez que ninguém é dono da verdade.
Por Ana Fidelis- Administradora de Empresas e Editora Chefe de Redação

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