As oscilações hormonais durante o ciclo menstrual e na menopausa ao longo da vida têm impactado diretamente no equilíbrio emocional das mulheres.
Qual a mulher nunca chorou pelo motivo mais bobo e no dia seguinte descobriu que era apenas efeito da TPM? O funcionamento do organismo das mulheres é regulado pelos hormônios. Essas substâncias, produzidas pelo sistema endócrino, têm funções específicas e influenciam diretamente o nosso crescimento, comportamento e bem-estar.
É por isso que, durante o ciclo menstrual, quando os hormônios oscilam, as emoções oscilam também. Outras sensações como fome, saciedade, sono, estado de alerta, felicidade e tristeza são igualmente resultado dessas mudanças.
Sendo assim, os hormônios têm um impacto direto na saúde mental, tanto positiva quanto negativamente na mulher.
Em comparação com os homens, as mulheres têm duas a três vezes mais chances de desenvolver um transtorno depressivo e ansioso quando estão em idade reprodutiva.
Isso significa que a população feminina é mais suscetível às mudanças de humor justamente nos períodos de maior oscilação hormonal — que ocorrem antes da primeira menstruação, ao longo da gestação e do pós-parto, na perimenopausa e na própria menopausa.
As oscilações hormonais durante o ciclo menstrual e ao longo da vida têm impacto direto no equilíbrio emocional das mulheres.
Entre as mulheres, existem algumas que são ainda mais vulneráveis. Temos fatores genéticos envolvidos, como, por exemplo, se a mulher tem algum familiar direto com um quadro psiquiátrico. Fatores de resiliência e de personalidade também influenciam.
Um exemplo é o TDPM, transtorno disfórico pré-menstrual. Ele difere da TPM, a tensão pré-menstrual, que atinge cerca de 80% das mulheres com sintomas como inchaço nas mamas, dores de cabeça, cólicas, irritabilidade e tristeza. Isso acontece devido à interação dos hormônios produzidos nesse período com os neurotransmissores do sistema nervoso central. No caso do TDPM, que atinge de 5% a 8% das mulheres, tais sintomas ficam muito mais exacerbados, levando até a comportamentos depressivos e pensamentos suicidas.
Como os hormônios alteram o humor?
É preciso entender que, geralmente, os transtornos mentais não estão diretamente associados às alterações hormonais. Mas elas aparecem como causas secundárias, muitas vezes intensificando os sintomas. A seguir, estão os hormônios que mais afetam a saúde mental feminina:
Hormônio do amor
A ocitocina recebe esse apelido por ter uma ação direta nas emoções. Ela é acionada quando recebemos ou praticamos uma gentileza e também quando estamos próximos de alguém que amamos. No momento em que isso acontece, algumas regiões do sistema límbico, a rede neuronal que faz a mediação entre emoção e motivação, são ativadas.
As oscilações hormonais durante o ciclo menstrual e ao longo da vida têm impacto direto no equilíbrio emocional das mulheres. Entenda qual é a relação.
Durante a gravidez, os níveis desse hormônio também aumentam. “A ocitocina tem funções relacionadas à contração uterina e à amamentação, por exemplo. Ela ajuda na empatia da mãe com o bebê”.
Hormônio do sono
A melatonina tem como principal função regular o nosso descanso. É ela quem comanda o ciclo circadiano, também conhecido como relógio biológico. Além disso, ela produz a serotonina, o hormônio (que, na verdade, é um neurotransmissor) da felicidade. E ainda está diretamente ligada ao prazer e ao controle da ansiedade.
As oscilações hormonais durante o ciclo menstrual e ao longo da vida têm impacto direto no equilíbrio emocional das mulheres. Entenda qual é a relação.
A melatonina começa a ser produzida pela glândula pineal durante o anoitecer. Ao regular o sono, ela está regulando também o nosso bem-estar, a capacidade de reter informações, a memória e a disposição. Tudo isso altera o bem-estar e o humor.
Hormônio do estresse
O cortisol, por sua vez, está associado ao controle dos níveis de estresse. Ele varia durante o dia, aumentando pela manhã e diminuindo conforme a noite se aproxima. A sua produção acontece em situações de irritação, liberando, por exemplo, a adrenalina, neurotransmissor responsável por deixar o corpo alerta frente ao perigo.
Hormônios sexuais
O estrógeno e a progesterona também afetam diretamente a saúde mental das mulheres. A sua produção aumenta após a menarca (primeira menstruação), deixando a mulher mais suscetível às alterações hormonais. Durante a gravidez e o pós-parto, eles também tendem a deixar a mulher mais sensível, provocando cansaço, sono excessivo e maior propensão ao choro.
Na menopausa, a sua inconstância pode gerar muito estresse e interferir na libido. É nesse período que a testosterona, o “hormônio masculino”, também sofre uma queda no organismo que pode levar a quadros de ansiedade e diminuição do bem-estar.
Como diferenciar um transtorno psicológico de um desequilíbrio hormonal?
Mulheres que têm quadros de depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou esquizofrenia podem ter uma sensibilidade hormonal maior e apresentarem uma exacerbação dos sintomas no período anterior à menstruação.
A primeira coisa a se fazer é identificar os momentos em que os sintomas se intensificam e diminuem. Se eles cessam ou amenizam consideravelmente depois que a menstruação ocorre, é importante ligar o sinal de alerta.
Busque a ajuda de um profissional que seja capaz de rastrear se há alguma questão clínica envolvida. Falta de energia, lentidão e problemas para dormir podem indicar um quadro depressivo, mas também podem ser causados pela diminuição dos hormônios da tireoide, por exemplo.
Dicas para a mulher cuidar da saúde mental
Não hesite em procurar ajuda profissional como um psicólogo, psiquiatra ou terapeuta se estiver se sentindo sobrecarregada ou desesperada.
Estabeleça limites, aprenda a dizer não e a priorizar suas necessidades é importante para evitar o esgotamento.
Gerencie o tempo, organizar a rotina e reservar tempo para atividades de lazer e descanso pode ajudar a reduzir o estresse.
Aprenda a relaxar, praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou meditação, pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse.
Tenha uma atitude positiva, focando em aspectos positivos da vida e cultivar a gratidão pode ajudar a melhorar o humor e a aumentar a resiliência.
Aceite as imperfeições, é muito importante reconhecer que ninguém é perfeito e que é normal cometer erros, pois isso faz parte da vida.
Conheça a si mesma; entender seus pensamentos, sentimentos e necessidades é fundamental para tomar decisões que promovam a saúde mental.
Participe de atividades sociais, o contato com outras pessoas pode ajudar a combater o isolamento e a promover a saúde mental.
Mantenha-se informada, acompanhe as notícias e eventos sociais, mas com moderação, pode ajudar a estar ciente do mundo ao seu redor e a evitar o isolamento.
Busque a ajuda de profissionais; se sentir ansiosa, depressiva ou com outros problemas de saúde mental, procure um psicólogo ou psiquiatra para avaliação e tratamento adequados.
Por Ana Fidelis
Fonte: Faculdade Pernambucana de Saúde
PUBLICIDADE:

A THJA é sua agência de Negócios e Projetos. Abrimos portas para o sucesso dos seus negócios. Contato:(14) 99765-7280 e (14) 99693-0265
E-mail: thja.gestaodeprojetos@yahoo.com.br
APOIE O JORNAL DE LINS COM QUALQUER VALOR, PARA CONTINUEMOS DEFENDENDO A DEMOCRACIA.





























































Comente este post