Foto Reprodução/Internet
O primeiro caso brasileiro da avariante Arcturus (XBB.1.16) do coronavírus foi confirmado nessa segunda-feira (1/5) em São Paulo. A cepa, descoberta em janeiro na Índia, tem aumentado os casos de Covid-19 em diversos países do mundo e, apesar de ser muito semelhante à Ômicron, a variante apresenta uma particularidade: um de de sues principais sintomas está nos olhos.
“A Arcturus manifesta, já no início da infecção, uma irritação constante nos olhos. Os pacientes têm relatado uma coceira intensa, que deixa a região avermelhada, e a sensação de ter areia nos olhos”, afirma o infectologista Werciley Saraiva Vieira Junior, de Brasília.
Segundo o especialista, em alguns casos, especialmente em crianças infectadas, a irritação pode evoluir para um quadro de conjuntivite. Além disso, a Arcturus manifesta sintomas comuns em outras variantes, como a tosse constante, além de febre que chega a superar os 39 °C.
A nova linhagem já é relacionada a um pequeno aumento de casos de Covid-19 em alguns países, fazendo com que autoridades de saúde reforcem a importância da vacinação como dose de reforço para atualizar a proteção contra o vírus.
Quando procurar o médico?
“O ideal é observar os sintomas e como eles se associam, mas não esperar a complicação para procurar um especialista. Não é só a coceira no olho que deve nos preocupar, mas se os sintomas persistirem por alguns dias, especialmente febre e tosse que não respondem a remédios, devemos buscar o médico”, pontua o infectologista.
Sobre a irritação ocular, o especialista ainda destaca que a Arcturus nem sempre se manifesta como uma conjuntivite intensa. Muitas vezes, segundo Junior, o que acontece é apenas rosácea e uma coceira pronunciada, que costuma evoluir para a conjuntivite apenas em crianças.
Além disso, embora muito mais conectada à Arcturus, a irritação nos olhos não é uma exclusividade desta variante. Em casos raros desde o vírus original, se observou a irritação ocular.
Preocupação com as crianças
Mais de 30 países do mundo já documentaram casos de Arcturus. O que se sabe até agora é que a variante é uma derivação da Ômicron que surgiu a partir de modificações na proteína spike do vírus, responsável por conectá-lo às células humanas.
“Esta mutação, justamente, faz com que a proteína se conecte mais facilmente ao organismo das crianças, por isso, vemos que ela se manifesta de forma mais intensa em menores”, afirma o infectologista.
Segundo ele, toda variante é uma preocupação nova e como esta apresentou casos mais graves envolvendo crianças, deve ser observada com atenção.
“Temos observado que a Arcturus causa consequências no trato respiratório. Apesar de ela não ser fatal na maioria dos casos, é preciso usar as mesmas estratégias de proteção que nos acostumamos a tomar nos últimos meses, especialmente a vacinação das crianças”, conclui Junior.
“A vacinação continua sendo uma medida importante de proteção contra as formas graves da Covid-19, hospitalizações e mortes. Infelizmente, se as pessoas não se vacinam e aparecem novas variantes, elas ficam mais suscetíveis”, afirma a médica imunologista e alergista Ana Karolina Barreto Marinho, membro do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
Fonte: Metrópoles Saúde
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