Imagem:Felipe Bass/PMA
Folia das emendas: os caríssimos shows em pequenas cidades bancados com verba federal.
Usando dinheiro repassado por deputados e senadores, municípios com menos de 30 mil habitantes pagam até R$ 900.000 por artistas de renome nacional
- Fonte dos Recursos: Grande parte desses shows é financiada por “emendas Pix” (emendas parlamentares transferidas diretamente aos municípios) ou verbas federais destinadas à cultura e turismo, mas que acabam concentradas em festas populares.
- Falta de Transparência: Muitas contratações são feitas sem licitação (inexigibilidade), com pouca transparência sobre os valores reais e os custos logísticos.
- Contraste Financeiro: Cidades com orçamentos limitados, situadas principalmente em Minas Gerais, Bahia e outros estados, comprometem uma parte significativa de sua receita anual para pagar cachês de artistas como Gusttavo Lima, Leonardo, Zezé Di Camargo, entre outros.
- Impacto no PIB Per Capita: Algumas cidades pequenas, devido a royalties da mineração, ostentam um PIB per capita alto, mas gastam grandes volumes em festas, levantando questões sobre a priorização de gastos públicos.
- Fiscalização: O Ministério Público e tribunais de contas têm atuado para investigar possíveis superfaturamentos e a moralidade dos gastos.
Cada vez mais expressivas no orçamento da União, as famigeradas emendas Pix são notórias por permitir que deputados e senadores liberem recursos federais diretamente aos municípios com facilidade e baixíssima transparência. Criado em 2019 sob o pretexto de agilizar investimentos em políticas públicas, o mecanismo rapidamente se consolidou como uma espécie de “cheque em branco” que as prefeituras podem sacar diretamente do caixa nacional para financiar uma miríade de projetos locais, sem a obrigação de apresentar grandes esclarecimentos ou justificativas sólidas para as despesas.
As emendas Pix vêm se destacando como apostas de prefeitos do interior do Brasil para levar shows de renome nacional a municípios pequenos e com pouca estrutura para recebê-los — com frequência, os
eventos têm forte cunho de propaganda eleitoral, com gestores locais subindo aos palcos dos artistas e discursando à população, e são contratados a cachês exorbitantes para o tamanho das apresentações.
Apenas em 2025, mais de 61 milhões de reais saíram dos cofres federais para bancar espetáculos do tipo.
- Boa Vista (RR): Pagou cachês elevados, incluindo casos noticiados de R$ 800 mil e contratações de milhões.
- Minas Gerais: Cidades pequenas mineiras com menos de 10 mil habitantes chegaram a empenhar valores altíssimos em contratações.
- Bahia: Municípios da Bahia também foram destacados por gastos milionários em festas de São João.
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