A 15 dias do primeiro turno das Eleições 2026, entramos na reta final da campanha presidencial e no estado de São Paulo equilibrando a defesa do desenvolvimento econômico sustentável e justiça social com o desafio de impedir que os impactos da recente e intensa crise no Supremo Tribunal Federal (STF) venha a transforma as eleições em momento de retrocessos.
Com pesquisas indicando um cenário de disputa acirrada entre o presidente Lula e o candidato da extrema-direita, é preciso dialogar com a população em torno da preservação dos avanços do atual governo e nas propostas para o futuro do país, com novas conquistas e novos avanços.
Nossa campanha reforça conquistas socioeconômicas — controle da inflação, queda do desemprego, fortalecimento dos programas de transferência de renda, isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos mensais e descontos até R$ 7.350,00, Plano Nacional de Educação, Sistema Nacional de Educação, programa pé de meia e demais programas educacionais, novo PAC e tantos outros —, apresentando a continuidade do governo como garantia de previsibilidade institucional e econômica em oposição a eventuais rupturas.
Enquanto nosso adversário faz dancinhas e pretende vender nossas riquezas aos Estados Unidos, o presidente Lula defende a soberania nacional, a democracia, investe em ciência e tecnologia e projeta um país exportador de conhecimento e produtos tecnológicos com alto valor agregado, além de modernizar nossas Forças Armadas para assegurar que nunca mais o Brasil seja colônia de nenhum outro país.
Diante da oscilação dos índices nas intenções de voto e da disputa direta voto a voto, a prioridade estratégica concentra-se na conversão de eleitores indecisos e no engajamento nos grandes centros urbanos e periferias. Quem deseja ver o Brasil continuar progredindo não pode ter dúvidas frente a dois projetos tão antagônicos em disputa.
Com relação ao que se passa no Supremo Tribunal Federal, reafirmo mais uma vez o que disse nosso presidente: todos os sigilos devem ser quebrados, a transparência deve prevalecer e quem for culpado pagará o devido preço. Porém, é preciso acabar com as suposições, a ilações e as tentativas de instrumentalizar investigações e processos judiciais para interferir no professo eleitoral. A política e a justiça têm seus próprios caminhos e é preciso que tudo seja investigado, garantindo-se a presunção de inocência e o devido processo legal.
Há lideranças que defendem o debate de reformas estruturais para o Judiciário — como a limitação de decisões monocráticas e a implementação de mandatos por tempo determinado para ministros do STF. Trata-se de um debate legítimo. O objetivo é sinalizar renovação e equilíbrio institucional sem comprometer o estado democrático de direito. Porém, o momento agora é de o povo decidir quem serão os governantes do Estado brasileiro.
Nosso plano de longo prazo enfatiza projetos de investimento em infraestrutura sustentável, transição energética e reindustrialização digital, alinhados às metas de integração regional e liderança ambiental internacional. Nosso partido projeta para o próximo ciclo um esforço contínuo de concertação política com o Congresso Nacional, visando garantir a sustentabilidade fiscal e o financiamento contínuo das políticas públicas essenciais.
Esse processo de construção de uma nação desenvolvida, justa, democrática e soberana precisa estar presente também na eleição do nosso estado, o mais rico da federação. Não podemos ter o Estado de São Paulo divorciado deste projeto nacional, crescendo 0,4% frente à taxa nacional de 1% de crescimento do PIB e tornando a educação um campo de tragédias, como a perda de 7 posições no IDEB do ensino médio. São Paulo precisa ser governado com responsabilidade, humanismo e compromisso com os direitos e necessidades do povo, o que não ocorre sob o atual governo estadual.
Professora Bebel é Deputada Estadual – PT e Primeira Presidenta licenciada da APEOESP
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