Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
O bolsonarismo poderia se juntar ao campo democrático na luta por um ensino básico melhor e mais atraente. Talvez assim, eles não teriam faltado às aulas de inglês e saberiam o que significam as expressões “America First” e “Make America Great Again”, usadas por Donald Trump para expressar a natureza de sua política. Mas como não fizeram isso, estamos vendo um rosário de lamentações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Já tem deputado da extrema direita postando estar decepcionado com Trump porque, ao final, ele só queria negociar. Outro senador reclamou que o norte-americano preferiu reduzir a inflação da comida nos EUA com a redução das tarifas aos nossos produtos – ignorando que ele é o presidente do povo dos EUA. Outro parlamentar basicamente disse que Trump se tornava cúmplice dos crimes cometidos no Brasil.
Acreditem, um vereador defendeu uma moção de repúdio a Trump, como persona non grata em uma balneário turístico.
Um outro bolsonarista disse que Lula cumpre mais a palavra que Trump.
Quando Trump anunciou uma taxa de importação a 50% dos produtos brasileiros importados por seu país e, depois, impôs as sanções da lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, relator da ação por golpe, avisamos aqui que ele usava o ex-presidente como instrumento para justificar suas ações e forçar o Brasil a negociar política e economicamente.
A traição do deputado federal Eduardo Bolsonaro deu ao norte-americano os instrumentos e a narrativa para isso. Mas não entenderam que não era por Bolsonaro.
Mas a partir do momento em que Trump percebeu que precisava baixar o preço da carne, do café, das frutas, da comida em geral, começou a negociar. E na hora em que conheceu Lula e gostou da trajetória do petista (que foi perseguido, preso e deu a volta por cima) e viu que é ele quem está com o poder no Brasil, e não o bolsonarismo, mudou o rumo.
E o que não mudou foi a punição de Jair por tentativa de golpe. Os EUA deram uma saída mandrake, dizendo que dosimetria é anistia e botaram uma pedra em cima. Mas ainda faltam várias tarifas serem removidas, ou seja, tá com cacife alto ainda para poder negociar uma série de coisas por aqui – de plataformas digitais a terras raras. Sim, o Brasil perde receitas e empregos devido a um grupo de brasileiros que não aceitou a derrota nas eleições e tentou um golpe de Estado.
Ao Presidente Lula, foi um grande presente. Não apenas ele ganhou pontos se apresentando como patriota enquanto o bolsonarismo ficou com a pecha de entreguista, como, ao final, abriu um canal de comunicação privilegiado com o próprio Trump. Quem foi subserviente, e meteu o boné MAGA na cabeça aqui no Brasil, é que vai ter que se justificar com seu eleitorado.
Um bolsonarista lamentou ontem nas redes que milhares desfraldaram uma bandeira gigante dos Estados Unidos em plena celebração do 7 de setembro, a Independência do Brasil, gritando a plenos pulmões o nome de Donald Trump.
Esse é o momento que ficará marcado como o mais humilhante de todo esse processo. Foi um ato inédito em nível de subserviência. Toda bajulação foi para nada.
Agora os traidores do Brasil chamam Trump de traidor. O mundo não gira, capota.
Fonte: Uol opinião- Leonardo Sakamoto
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