Imagem Miltom Alves/WordPress.com
A população brasileira envelhecendo, e o país mantém metade das mulheres fora do mercado de trabalho formal por causa do trabalho de cuidado.
A taxa de participação feminina nomrcado de trabalho brasileiro está estagnada em 53% desde 2018, segundo estudo do FGV Ibre. O levantamento indica que quase metade das mulheres em idade ativa permanece fora da força de trabalho, motivada principalmente pela sobrecarga de tarefas domésticas e cuidados familiares. Enquanto elas dedicam 21,6 horas semanais ao trabalho não remunerado, homens gastam 11,8 horas. O cenário é agravado por desigualdades raciais, com maior impacto sobre mulheres negras em vulnerabilidade econômica.
O levantamento traz dados que evidenciam como a organização social do cuidado no país impacta diretamente a autonomia econômica das mulheres e sua participação no mercado de trabalho.
A participação feminina no mercado de trabalho não avança há seis anos.
Isso significa que quase metade das mulheres em idade ativa não está ocupada nem procurando emprego.
Entre os homens, a taxa é de 72% (em 2025).
O principal motivo é a responsabilidade pelos cuidados (crianças, parentes e tarefas domésticas).
Esse fator é apontado por:
31% das mulheres que não trabalham
Apenas 3% dos homens
O segundo principal motivo é serem jovens ou idosas demais para trabalhar, com 23%, seguido de problemas de saúde ou gravidez, com 16%.
No caso deles, os motivos para não estarem no mercado de trabalho variaram entre 2012 e 2025. Em 2012, o principal motivo era devido aos estudos, com 27%, seguido de ser muito jovem ou muito idoso, com 23%. Em 2025, o principal motivo é ser muito jovem ou muito idoso, 28%, seguido de problemas de saúde, 23%.
Falar sobre a importância e a visibilidade do trabalho de cuidado vai muito além da sobrecarga materna (que já seria um motivo gigante). Mas também estamos falando do futuro do país e de como vamos sustentá-lo: de produtividade, de redução da violência de gênero, de competitividade, de previdência e da garantia de autonomia financeira e material para mais da metade da população.

Mulheres recebem 21% a menos
A pesquisa também aponta que em 2025 as mulheres receberam em média 21% a menos que os homens. Esse número atinge 40% levando em conta somente as mulheres negras.
Nos setores econômicos que as mulheres são maioria a diferença é ainda maior que a média. Nas atividades de alojamento e alimentação; educação, saúde humana e serviços sociais; outros serviços; indústria geral e comércio as diferenças salariais são, respectivamente, de 26%, 39%, 37%, 26% e 27%.
Já entre grupos operacionais, os cargos de diretores e gerentes, que oferecem os melhores salários, também apresentam uma diferença maior que a média, de 29%. As maiores diferenças estão nos grupos de ‘Profissionais das ciências e intelectuais’, com 37%; ‘Trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados’, com 35%; e ‘Trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios’, com 33%.
Com informações da Istoédinheiro
PUBLICIDADE

THJA é sua agência de Negócios e Projetos. Abrimos portas para o sucesso dos seus negócios.
Contato:(14) 99894-1299 e (14) 99862-4641
E-mail: thja.gestaodeprojetos@yahoo.com.br

Para defender as liberdades democráticas e construir um país com justiça social, precisamos de seu Apoio.
Junte-se a nós. Apoie o site jornaldelins.com.br.
Faça uma Doação de qualquer valor.
Faça um PIX: 20.140.214/0001-70





























































Comente este post