Eu gostaria de começar este artigo, lembrando que Jesus criticou a religião institucionalizada de sua época, frequentemente confrontou a hipocrisia e o formalismo dos líderes religiosos, como os fariseus, e enfatizou a importância do amor, da compaixão e da prática genuína da fé, em vez de rituais vazios.
Jesus denunciou a hipocrisia dos líderes religiosos, que se preocupavam mais com a aparência de piedade do que com a verdadeira prática da justiça e da misericórdia. Ele ensinou que o amor a Deus e ao próximo era o mandamento mais importante, superando qualquer ritual ou lei.
Jesus questionou a importância excessiva dada aos rituais e às tradições religiosas, defendendo uma fé mais profunda e pessoal.
Em um famoso episódio, Jesus quebrou barreiras religiosas e culturais ao se encontrar com uma mulher samaritana e falar sobre adoração verdadeira, que não estava ligada a lugares específicos.
Jesus liderou um movimento que desafiou a estrutura religiosa estabelecida, enfatizando a experiência pessoal com Deus e a transformação interior.
Em resumo, embora Jesus tenha sido uma figura religiosa central e tenha estabelecido as bases para o cristianismo, ele não se limitou à religião institucionalizada e criticou seus aspectos negativos.
RELIGIÃO NÃO SALVA NINGUÉM
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2: 8-9
Não adianta acharmos que costumes, doutrinas, roupas vão salvar alguém, Deus nos quer do jeito que somos, Ele quer nosso coração, lá é onde Ele quer habitar.Pra que discutir qual religião é a certa? Pra onde isso vai nos levar?
QUERO AQUI LEMBRAR DO TRABALHO SOLIDÁRIO QUE AS MÃES DE SANTO EXERCEM ONDE O ESTADO NÃO CHEGA
O trabalho solidário das mães de santo no Candomblé é uma prática importante, que vai além dos rituais religiosos, envolvendo ações sociais e comunitárias. As mães de santo, ou yalorixás, desempenham um papel central na assistência social, oferecendo suporte e acolhimento para seus membros e para a comunidade em geral. Elas atuam como líderes religiosas e figuras de referência, promovendo atividades educativas, culturais e de apoio a diversas necessidades.
As mães de santo oferecem um espaço de acolhimento e apoio para membros do terreiro e para pessoas da comunidade que buscam ajuda, orientação e suporte emocional.
Muitas mães de santo desenvolvem projetos sociais, como aulas de informática, alfabetização, cursos profissionalizantes e atividades culturais, como música, dança e teatro, para crianças, jovens e adultos.
Algumas mães de santo estabelecem parcerias com instituições governamentais e organizações sociais para ampliar o alcance de suas ações e desenvolver projetos mais abrangentes.
Através de suas atividades, as mães de santo contribuem para a preservação e divulgação da cultura afro-brasileira, combatendo o racismo religioso e promovendo a valorização da história e tradições.
O trabalho social é visto como um complemento importante à prática religiosa, reforçando o papel do terreiro como um espaço de transformação social e bem-estar.
As ações sociais das mães de santo contribuem para o fortalecimento da comunidade, promovendo a inclusão social, a igualdade de oportunidades e o combate à desigualdade.
O trabalho social das mães de santo também tem um papel importante no empoderamento de mulheres, jovens e outras pessoas que se beneficiam de suas ações. :
Algumas mães de santo utilizam redes sociais e plataformas digitais para divulgar seus trabalhos, compartilhar conhecimentos e promover a cultura afro-brasileira, como o uso do YouTube para divulgar receitas de comidas de santo.
Elas também promovem oficinas de ervas, banhos e outras práticas terapêuticas, além de projetos de educação e cultura, como o “O Poder das Ervas”.
Em momentos de crise, como a pandemia, algumas mães de santo se mobilizaram para oferecer apoio e assistência à comunidade, com a distribuição de alimentos e produtos de higiene.
Em resumo, o trabalho solidário das mães de santo é uma expressão da dimensão social do Candomblé, que vai além dos rituais e práticas religiosas, buscando promover o bem-estar e a transformação social na comunidade.
Somente pessoas conscientes e sábias respeitam a religião dos outros mesmo que não concordem.
Ninguém precisa ser da religião do outro para ser respeitado. O ódio está no coração daquele que não tem amor ao próximo.
VAMOS FALAR DO CATOLICISMO
O trabalho solidário dos católicos, profundamente enraizado nos princípios da fé, envolve ações de caridade e serviço ao próximo, buscando atender às necessidades materiais e espirituais das pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Este trabalho se manifesta através de diversas práticas, como obras de misericórdia corporais e espirituais, e é impulsionado pelo chamado à solidariedade e ao amor ao próximo.
O trabalho solidário católico é uma expressão da fé cristã, que se manifesta em ações concretas de ajuda e serviço ao próximo, especialmente aos mais necessitados. Ele se baseia em princípios como:
A prática da caridade é vista como um mandamento cristão e se manifesta em ações como dar de comer a quem tem fome, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, entre outras.
A misericórdia, entendida como compaixão e perdão, é um elemento central do trabalho solidário católico, buscando atender às necessidades do próximo com amor e ternura.
A solidariedade, que reconhece a unidade da família humana e a responsabilidade mútua entre as pessoas, impulsiona a ação em favor dos mais pobres e necessitados.
Esta doutrina, presente nos ensinamentos da Igreja Católica, aborda questões sociais e econômicas, buscando promover a justiça e a equidade na sociedade.
O trabalho solidário católico se manifesta em diversas formas de atuação, como:
Obras de caridade:
Instituições católicas e grupos de voluntários atuam em diversas áreas, como assistência social, saúde, educação, e apoio a pessoas em situação de rua, oferecendo abrigo, comida, roupas e outros serviços.
Voluntariado:
O voluntariado é uma prática comum entre os católicos, que dedicam seu tempo e habilidades para ajudar os outros, seja em instituições da Igreja ou em outras organizações sociais.
Ações de evangelização e promoção humana:
Além do trabalho assistencial, o trabalho solidário católico busca promover a dignidade humana e a justiça social, conscientizando as pessoas sobre seus direitos e deveres e incentivando a participação na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
Exemplos de atuação:
Atendimento a pessoas em situação de rua:
Paróquias e grupos católicos oferecem abrigo, refeições, roupas e atendimento médico e psicossocial para pessoas em situação de rua.
Hospitais e centros de saúde:
Instituições católicas mantêm hospitais e centros de saúde que oferecem atendimento médico gratuito ou a baixo custo para pessoas carentes.
Trabalho com crianças e jovens:
A Igreja Católica desenvolve projetos sociais voltados para crianças e jovens, oferecendo atividades educativas, esportivas e culturais, além de apoio para suas famílias.
Campanhas de solidariedade:
Paróquias e outras instituições católicas realizam campanhas de arrecadação de alimentos, roupas, brinquedos e outros donativos para famílias carentes.
O trabalho solidário católico é um testemunho vivo do amor de Deus e um convite à prática da caridade, buscando transformar o mundo em um lugar mais justo e fraterno.
VAMOS FALAR DA DOUTRINA ESPIRITA KARDECISTA ?
O trabalho solidário é um dos pilares da Doutrina Espírita, com ênfase no auxílio ao próximo como forma de evolução espiritual. Os espíritas kardecistas praticam a caridade através do trabalho voluntário em diversas atividades, como atendimento fraterno, passes, palestras e evangelização, buscando aliviar o sofrimento e promover o bem-estar alheio.
O trabalho como lei da natureza: O Espiritismo considera o trabalho como uma lei natural, essencial para o progresso material, espiritual e moral. Essa visão se manifesta no trabalho voluntário espírita, onde o indivíduo se dedica a tarefas com o objetivo de auxiliar o próximo e evoluir espiritualmente.
A importância da solidariedade e da fraternidade: A solidariedade, o sentimento de união e auxílio mútuo, é um dos pilares da prática espírita. A fraternidade, por sua vez, é vista como a consequência da solidariedade, onde a união entre os indivíduos se manifesta através da prática do amor e da ajuda mútua.
O trabalho voluntário como forma de caridade: Os espíritas veem o trabalho voluntário como uma forma concreta de praticar a caridade, um dos fundamentos da doutrina. Ao dedicarem seu tempo e esforços em prol do próximo, os voluntários espíritas buscam vivenciar os ensinamentos de Jesus e promover o bem.
Exemplos de atividades: O trabalho solidário espírita se manifesta em diversas atividades, como:
Atendimento fraterno:
Acolhimento e escuta atenciosa de pessoas que buscam apoio e orientação.
Passe:
Aplicação de passes magnéticos para auxiliar no equilíbrio energético e bem-estar físico e espiritual.
Palestras públicas:
Divulgação dos princípios espíritas e reflexões sobre temas relevantes para a vida.
Evangelização:
Transmissão dos ensinamentos do Evangelho de Jesus para crianças e jovens.
Outras atividades:
Estudo, auxílio em campanhas de solidariedade, apoio a instituições carentes, entre outras.
O benefício mútuo do trabalho: O trabalho voluntário espírita não beneficia apenas aqueles que são assistidos, mas também o próprio voluntário, que encontra nele a oportunidade de crescimento pessoal e espiritual, além de fortalecer seus laços com a comunidade e com a espiritualidade.
VAMOS FALAR DO BUDISMO?
O trabalho solidário, ou voluntário, é um aspecto central do budismo, refletindo o compromisso com a compaixão e o alívio do sofrimento. Os budistas são encorajados a participar de atividades que beneficiem os outros, seja em mosteiros, centros budistas ou em suas comunidades locais, seguindo os ensinamentos de libertar todos os seres do ciclo de sofrimento.
O trabalho voluntário no contexto budista:
Prática de Bodhisattva:
O trabalho voluntário é visto como uma prática de Bodhisattva, onde o indivíduo busca a iluminação não apenas para si, mas também para o benefício de todos os seres.
Compaixão e Alívio do Sofrimento:
O trabalho voluntário é uma forma de expressar compaixão, estendendo a mão para aqueles que sofrem e buscando aliviar suas dificuldades.
Construção de mérito:
Ao se dedicar ao trabalho voluntário, os budistas buscam acumular mérito, que é entendido como um potencial positivo que pode levar a um futuro melhor e à iluminação.
Envolvimento comunitário:
Muitos centros budistas oferecem programas de voluntariado, onde os participantes podem se envolver em projetos comunitários, meditação, estudos e outras atividades.
Trabalho em mosteiros:
Alguns mosteiros budistas necessitam de voluntários para tarefas como limpeza, cozinha, jardinagem e ensino, proporcionando uma oportunidade de aprendizado e prática espiritual.
Voluntariado e pleno-escutar:
A prática budista do “pleno-escutar” (ou mindfulness) é fundamental no trabalho solidário, permitindo que os voluntários se conectem com os outros e com suas próprias emoções de forma compassiva.
Exemplos de trabalho solidário budista:
Voluntariado em centros budistas:
Muitos centros budistas oferecem oportunidades para voluntários ajudarem em diversas tarefas, como organização de eventos, limpeza, manutenção, ensino e assistência em atividades espirituais.
Trabalho com populações vulneráveis:
Alguns grupos budistas se dedicam a trabalhar com pessoas em situação de rua, refugiados, doentes e outras populações vulneráveis, oferecendo apoio e assistência.
Envolvimento em projetos ambientais:
A proteção do meio ambiente é uma preocupação crescente no budismo, e alguns grupos budistas se dedicam a projetos de conservação e sustentabilidade.
Em resumo, o trabalho solidário no contexto budista é uma prática essencial que reflete o compromisso com a compaixão, a busca pela iluminação e o bem-estar de todos os seres.
Eu poderia citar muitas outras denominações, mas então este artigo ficaria interminável, quero apenas lembrar que a verdadeira relegião liberdade está em fazer o bem sem dogmas, pois a verdadeira fé não aprisiona — ela liberta através da bondade.
A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.
A intolerância religiosa ocorre quando uma pessoa discrimina outras por ter a crença ou a religião diferente da dela. No geral, a discriminação é acompanhada de atitudes agressivas, ofensivas ou qualquer outra forma de ferir a dignidade religiosa do outro.
INTOLERÂNCIA A COMUNIDADE E AS PESSOAS LGBTQIAPN+
Vamos lembrar, aqueles que se dizem cristão, que Jesus, o nosso mestre acolhia a todos sem distinção, sem lhes perguntar qual era a sua opção sexual, raça, credo e etc… , seu ensinamento era muito simples como quando seus discípulos lhe perguntaram qual era o mandamento mais importante e ele lhes respondeu “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PROXIMO COMO A TI MESMO E EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO, AMAR AO PROXIMO COMO EU VOS AMEI”.
No Brasil, esse tipo de intolerância é frequentemente direcionada a pessoas de religiões de matriz africana, o que está diretamente ligado ao racismo estrutural contra pessoas negras. Por conta disso, essas religiões sofrem preconceitos e são indevidamente vistas como ruins, perversas, desumanas e cruéis.
O agressor costuma usar palavras agressivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião. Há casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, destruindo imagens, roupas e objetos ritualísticos. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode incluir violência física e se tornar uma perseguição.
Algumas denúncias se referem à destruição de imagens de orixás do candomblé ou de santos católicos. Ficou famoso no Brasil o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sérgio Von Helder, que, em 1995, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional de TV. Há também casos de testemunhas de Jeová que são processadas por não aceitarem que parentes recebam doações de sangue, de adventistas do Sétimo Dia a quem não são dadas alternativas quando não trabalham ou não fazem prova escolar no sábado, e de medidas judiciais que impedem sacrifício de animais em ritos religiosos, entre outros.
A quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República teve aumento de 626%. A própria secretaria destaca, no entanto, que o salto de 15 para 109 casos registrados no período de 2018 – 2024 , não representa a real dimensão do problema, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa. Ou seja, muitos casos não chegam ao conhecimento do poder público. A maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dados nacionais.
A TV Bandeirantes foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo por desrespeito à liberdade de crenças porque, em julho de 2010, exibiu comentários do apresentador José Luiz Datena relacionando um crime bárbaro à “ausência de Deus”. “Um sujeito que é ateu não tem limites. É por isso que a gente vê esses crimes aí”, afirmou o apresentador. A emissora foi condenada a exibir em rede nacional, no mesmo programa, esclarecimentos sobre diversidade religiosa e liberdade de crença.
Quando Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano, o Pastor evangélico, causou reações indignadas ao escreveu no Twitter que africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousam maldições como paganismo, misérias, doenças e fome. A então Presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado na época, senadora Ana Rita, se manifestou a respeito: ” São declarações e atitudes que instigam o preconceito, o racismo, a homofobia e a intolerância. Todas absolutamente incompatíveis e inadequadas para a finalidade do Legislativo .”
Eu quero terminar este artigo lembrando aqueles que batem no peito, se dizendo cristão, o que JESUS CRISTO disse em Mateus 7:15-20, advertindo os seus discípulos sobre os falsos profetas, descrevendo-os como lobos disfarçados de ovelhas, e ensina que eles serão conhecidos por seus frutos, ou seja, pelas suas ações.
“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm até vós vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Assim, pelos seus frutos os conhecereis.”
Por Ana Fidelis Miasso – Sócia- Proprietária/ Chefe de redação dos sites Jornal do Jornal de Lins e Artigo3.

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Algumas denúncias se referem à destruição de imagens de orixás do candomblé ou de santos católicos. Ficou famoso no Brasil o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sérgio Von Helder, que, em 1995, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional de TV. Há também casos de testemunhas de Jeová que são processadas por não aceitarem que parentes recebam doações de sangue, de adventistas do Sétimo Dia a quem não são dadas alternativas quando não trabalham ou não fazem prova escolar no sábado, e de medidas judiciais que impedem sacrifício de animais em ritos religiosos, entre outros.
A quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012 em relação a 2011, um aumento de 626%. A própria secretaria destaca, no entanto, que o salto de 15 para 109 casos registrados no período não representa a real dimensão do problema, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa. Ou seja, muitos casos não chegam ao conhecimento do poder público. A maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dados nacionais.
Em janeiro, a TV Bandeirantes foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo por desrespeito à liberdade de crenças porque, em julho de 2010, exibiu comentários do apresentador José Luiz Datena relacionando um crime bárbaro à “ausência de Deus”. “Um sujeito que é ateu não tem limites. É por isso que a gente vê esses crimes aí”, afirmou o apresentador. A emissora foi condenada a exibir em rede nacional, no mesmo programa, esclarecimentos sobre diversidade religiosa e liberdade de crença.
Recentemente têm provocado reações algumas declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP). Pastor evangélico, ele escreveu no Twitter que africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousam maldições como paganismo, misérias, doenças e fome. A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), se manifestou a respeito.— São declarações e atitudes que instigam o preconceito, o racismo, a homofobia e a intolerância. Todas absolutamente incompatíveis e inadequadas para a finalidade do Legislativo — disse




























































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