Uma das doenças infecciosas mais temidas e faladas a respeito é a AIDS. Responsável por mais de 33 milhões de mortes no mundo desde o início dos relatos, o vírus recebeu maior visibilidade em 1988, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
No Brasil, assim como Outubro Rosa e Novembro Azul, a campanha de Dezembro Vermelho foi estabelecida, e o mês foi escolhido para ir ao encontro com a data mundialmente adotada para a conscientização sobre a doença.
Qual o objetivo do Dezembro Vermelho e seu público-alvo
Como dito acima, o Dezembro Vermelho tem como objetivo levar informações sobre HIV, AIDS e ISTs. Estas ações buscam alertar sobre como se prevenir, tratar e sobre as medidas de assistência. Além disso, o mês ainda traz uma reflexão sobre os direitos das pessoas infectadas.
O público-alvo da campanha são os jovens de 15 a 24 anos, faixas etárias em que se vê uma maior taxa de infecção. Pelo fato de a população alvo da campanha ser mais jovem, o Dezembro Vermelho trabalha seus objetivos através de audiovisuais e demais formas criativas e chamativas. Os meios para divulgação da prevenção e do tratamento incluem televisão, rádio, redes sociais e ações de saúde em escolas, UBSs, UPAs e demais centros salutares. Ainda caminhadas e atos marcam a data, sendo uma chamada à conscientização, solidariedade e, principalmente, ao cuidado.
Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça que beneficiários de planos de saúde têm direito a coberturas obrigatórias que permitem o diagnóstico e o acompanhamento da Aids. O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da reguladora garante acompanhamento médico por meio de consultas, em número ilimitado de atendimentos, inclusive com especialistas (infectologistas), além de assegurar, exames laboratoriais Anti-HIV, pesquisa de anticorpos, antígeno P24, carga viral por PCR, NASBA, BDNA e teste qualitativo por PCR, e teste rápido para detecção de HIV em gestantes. O Rol também determina cobertura para o teste de genotipagem do HIV para os casos suspeitos de resistência viral e/ou risco de falha terapêutica, exames de qualificação no sangue do doador e prova pré-transfusional no sangue do receptor.
Também é importante ressaltar que as operadoras de planos de saúde estão proibidas de recusar clientes em função de serem portadores de doenças preexistentes – como os portadores do vírus HIV – não podem excluir beneficiários usando estes motivos.
Atenta à importância da prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – como a Aids, a Agência estimula os planos de saúde na realização de Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças – Promoprev, oferecendo cuidado contínuo a cerca de 2,8 milhões de beneficiários.
A Aids no Brasil
Nos últimos dez anos, o Brasil registrou queda de 25,5% na mortalidade por Aids. Apesar da redução, cerca de 30 pessoas morreram de aids por dia no ano passado.
De acordo com o Ministério da Saúde, 92% das pessoas em tratamento no país já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids. Essa conquista se deve ao fortalecimento das ações do Ministério da Saúde para ampliar a oferta do melhor tratamento disponível para o HIV, com a incorporação de medicamentos de primeira linha para tratar os pacientes.
Uso da Profilaxia pré e pós-exposição
Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da PrEP, método que consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Como medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV, também existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir a infecção. A PEP deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional. Clique e saiba mais sobre a PrEP e a PEP.
Formas de contágio
Assim pega:
- Sexo vaginal sem camisinha;
- Sexo anal sem camisinha;
- Sexo oral sem camisinha;
- Uso de seringa por mais de uma pessoa;
- Transfusão de sangue contaminado;
- Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
- Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
Assim não pega:
- Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
- Masturbação a dois;
- Beijo no rosto ou na boca;
- Suor e lágrima;
- Picada de inseto;
- Aperto de mão ou abraço;
- Sabonete/toalha/lençóis;
- Talheres/copos;
- Assento de ônibus;
- Piscina;
- Banheiro;
- Doação de sangue;
- Pelo ar.
Diagnóstico
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue venoso ou digital (ponta do dedo), para realização de testes rápidos ou laboratoriais que detectam os anticorpos contra o HIV. Com os testes rápidos é possível obter um resultado em cerca de 30 minutos.
Além disso, autotestes de HIV também são ofertados gratuitamente pelo SUS para que as pessoas possam se testar quando e onde quiserem.
Fonte: Ministério da Saúde

Contato:(14) 99765-7280 e (14) 99693-0265
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