O longo tempo na fila de espera geram grande insatisfação dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), segundo pesquisa feita pelo Conselho Nacional de Medicina e pelo Datafolha cerca de 40% dos participantes da pesquisa, a espera para o atendimento demorou mais de 12 meses.
Além do inconveniente causado pelo longo tempo de espera, podem causar sérios agravamentos de saúde que poderiam ser evitados com intervenções mais precoces.
Essa questão é um desafio de gestão, de sistemas e de recursos humanos. Por outro, é um desafio que requer que o SUS repense como realizar tratamentos direcionando pacientes a especialistas ou à atenção primária e a repartição do atendimento e dos serviços ofertados em todo o território nacional.
A atenção básica tem potencial para resolver grande parte das demandas de saúde da população. Mas apesar disso, muitas vezes o paciente é encaminhado de maneira errada, ou injustificada para determinado especialista.
A demora no atendimento nem sempre se encontram na ausência de profissionais especialistas, existe uma discrepância bastante significativa entre a capacidade de profissionais instalada e os números de consultas especializadas ofertadas.
Às vezes, as discrepâncias ocorrem por divergências nos sistemas utilizados para agendar os atendimentos, evidenciando uma fragmentação de agendas que permite que os próprios serviços ofertem diretamente ao público a maior parte das vagas de algumas especialidades, prejudicando a gestão eficiente e centralizada das filas de espera.
Há o problema das consultas de retorno, na maioria dos casos, é possível que os pacientes sejam atendidos pelas equipes de atenção básica perto de seus domicílios, evitando que ocupem vagas na agenda dos médicos especializados.
A formação e a distribuição de recursos humanos em saúde é um dos temas mais complexos a serem enfrentados no SUS desde sua criação. Embora não se possa atribuir diretamente a questão das filas a isso, esse é um fator importante a considerar, especialmente em municípios menores.
No setor público, menos de 5% dos médicos especialistas estão atuando no nível secundário de atenção (serviços de maior complexidade, como hospitais e clínicas de especialidade). A maior parte deles está concentrada em hospitais (nível terciário), o que contraria a demanda atual de atendimento da população. Além disso, a expansão dos cursos de medicina reforçou a concentração de médicos nos grandes centros, via formação privada.
A concentração de especialistas em hospitais, principalmente em grandes centros, faz com que os pacientes tenham menos opções de atendimento em suas regiões, afunilando-se e concentrando-se nesses grandes centros.
Em alguns locais, não há controle da necessidade real dos encaminhamentos para o atendimento especializado, nem padronização das condutas profissionais para direcionar pacientes da atenção básica para outros níveis de atenção.
A falta de profissionais de atenção básica na porta de entrada do sistema faz com que mais pacientes sejam encaminhados a especialistas para intervenções complexas.
Há evidência, inclusive, de que médicos com formação em medicina de família e comunidade encaminham menos que os profissionais que não têm essa formação, o que ressalta a importância de procedimentos de porta de entrada, realizada por profissionais capacitados, na redução de encaminhamentos e, portanto, redução potencial das filas de espera no sistema de saúde.
çPodem-se citar como caminhos para ampliar a oferta: as contratualizações com o setor privado ou filantrópico, a implementação de mutirões de procedimentos e cirurgias na rede própria, criação de terceiro turno para serviços cruciais onde haja maior estoque, contratação temporária e emergencial de profissionais, etc.
Se um médico indicou que seu caso é urgente ou se você percebeu um atraso anormal na fila, é aconselhável consultar um advogado especializado em direito à saúde. Esse profissional poderá auxiliá-lo a entrar com uma ação judicial e um pedido de liminar para agilizar o agendamento do exame ou cirurgia.
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