Fotos: Divulgação Câmara Municipal de Lins.
Texto: Wesley Portes
O retorno das atividades legislativas na Câmara Municipal de Lins, na noite desta segunda-feira (4), foi marcado por forte mobilização social. Às 18h, integrantes do Coletivo Somos, entidades religiosas e representantes da sociedade civil se reuniram em frente ao prédio, em um ato pacífico que reuniu dezenas de pessoas.
Já no interior da Casa, as galerias ficaram ocupadas por manifestantes que, de forma organizada, exibiram faixas, cartazes e mensagens em defesa da diversidade e do respeito à liberdade religiosa. O ato ocorreu no contexto da entrega formal de um pedido de cassação do mandato da vereadora Ana Paula Lopes (PL), protocolado pela cidadã Karoline de Oliveira Rocha.
O documento, fundamentado no Decreto-Lei nº 201/1967 e em legislações federais, estaduais e municipais, acusa a parlamentar de quebra de decoro e intolerância religiosa, além de discriminação contra pessoas LGBTQIAPN+. A denúncia se baseia em um áudio atribuído à vereadora, no qual ela associa religiões de matriz africana a “Satanás” e defende que manifestações da comunidade LGBTQIAPN+ não ocorram em espaços públicos ou escolas. Embora o conteúdo seja de sua autoria, não foi a parlamentar quem o divulgou publicamente.
Na tribuna, o vereador Ailton Gomes, eleito democraticamente pelo Coletivo Somos, destacou seu compromisso com todos os cidadãos de Lins.


“Estou aqui para representar todo o povo, na sua pluralidade. Nosso papel como parlamentares é defender a liberdade, sem restrições, e garantir que nenhum cidadão seja privado de seus direitos por intolerância ou preconceito”, afirmou.
Também presente no ato, Mãe Cida, dirigente do Centro Espírita Ylé de Yemanjá Ogum Yara Baiana Maria dos Coco, reforçou a importância da união e do respeito entre as diferentes crenças e formas de viver.

“Todos nós somos cidadãos e pagamos nossos impostos. Quem está no poder precisa lembrar que representa todos, sem distinção. É preciso governar com amor, respeito e igualdade para que possamos viver em harmonia”, declarou.
O pedido requer a abertura imediata de processo administrativo pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, além do encaminhamento do caso ao Ministério Público para apuração de possíveis crimes de intolerância religiosa e LGBTfobia.
Com a retomada dos trabalhos legislativos, o movimento promete acompanhar de perto a tramitação do processo e manter a mobilização popular até que haja uma resposta efetiva da Câmara.




Fotos: Divulgação Câmara Municipal de Lins.
NOTA DA REDAÇÃO:
Segundo informações recebidas pela Redação do site: www.jornaldelins, até o momento foram protocolados mais de 30 pedido de Cassação da Vereadora Ana Paula(PL)
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