Na terça-feira, 31 de março, tive a grande felicidade de estar no Anhembi, em São Paulo, na companhia do presidente Lula, do ministro da Educação, Camilo Santana, do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo e de mais 15 mil pessoas, a maioria absoluta jovens, para comemorar 21 anos do ProUni e 14 anos da Lei de Cotas, além de programas como Prouni e FIES, a política nacional de cursinhos populares e demais políticas afirmativas no campo da Educação.
O evento se iniciou e terminou com uma energia incrível, energia essa que proveio sobretudo da juventude negra e periférica, que acorreu em peso ao Anhembi, como demonstração viva e forte de como esses programas que vêm se desenvolvendo desde o primeiro governo do presidente Lula mudaram e continuam mudando vidas por meio da Educação.
Esteve no palco, juntamente com o presidente Lula e demais autoridades, Marina da Silva Barbosa, médica de família e comunidade, mulher quilombola, que superou barreiras financeiras e geográficas para se formar na Universidade Federal da Bahia (UFBA) via Lei de Cotas. Sua trajetória destaca a importância das políticas de inclusão no ensino superior para populações tradicionais. É importante ressaltar que, hoje, mais de 4 mil bolsistas estudam Medicina em faculdades particulares através do ProUni.
Outra pessoa que esteve no palco foi Douglas Rocha Almeida, filho de diarista e pedreiro, que por meio do Prouni se formou em Relações Internacionais em uma universidade particular. Ele também cursou letras – espanhol, dessa vez em uma universidade pública federal – e aprendeu inglês e francês em uma instituição pública do Distrito Federal. Seu currículo há ainda um mestrado pela Escola Superior de Guerra do Ministério da Defesa (MD), feito com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação. Douglas é outro exemplo de como as políticas públicas de acesso à educação superior podem mudar realidades.
Eu disse a vida toda e continuo dizendo que, se não me imagino em outra profissão que não a de professora. Desde menina minha inclinação foi essa, até nas brincadeiras infantis. E essa inclinação se consolidou como vocação e profissão. Minha ligação com a Educação é intrínseca à minha existência. Para mim, Educação não é bandeira; é causa de vida e acredito que essa causa deve ser de toda a sociedade, pois sem a Educação não existiriam todos os profissionais necessários ao desenvolvimento do país e ao nosso cotidiano. Sem Educação não se desenvolvem as ciências, as tecnologias, e não há soberania nacional.
Por isso esse evento foi tão importante e acredito sinceramente que as 15 mil pessoas que ali estavam saíram energizadas para se empenharem ainda mais na defesa desses programas tão importantes e que, lamentavelmente, são tão atacados por segmentos que não tem compromisso com os direitos e necessidades da população pobre e com o desenvolvimento do país.
A Lei 12 711, de 2012, teve e tem um impacto muito grande no sistema educacional brasileiro e na nossa realidade social. São muitos milhões de pessoas beneficiadas pelo sistema de cotas. Relatório do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), vinculado ao MEC, mostrou que, entre 2014 e 2023, estudantes que acessaram a educação superior federal por meio de cotas tiveram uma taxa de conclusão 10% maior que a de não cotistas. Os indicadores, calculados a partir do Censo da Educação Superior 2023, demonstraram que 51% dos alunos cotistas da rede federal concluíram o curso. Já entre os não cotistas a taxa é de 41%.
Este é o Brasil que vem sendo construído, com dificuldades, obstáculos e interrupções, porém com persistência, projeto de nação e dedicação. Não podemos permitir mais nenhum retrocesso nesse caminho.
Professora Bebel é Deputada Estadual – PT e Primeira Presidenta licenciada da APEOESP
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