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COMPROMISSO DE VERDADE
10 de outubro de 2019

Vocação para feirante… crônica política de Carlos R. Ticiano

A feira de Brasilia..

Imagem Ilustrativa do Google

Diante da galeria dos presidenciáveis, que já tiveram a oportunidade de governar o país, seja de forma direta ou indireta; muitos ficaram imortalizados com suas expressões caóticas, sua maneira de pensar, sua forma de agir, suas frases memoráveis, seus bordões notáveis, suas atitudes imprevisíveis. Alguns se destacaram de forma positiva, outros nem tanto.

Entre eles, tivemos os que se eternizaram como: o ilustre caçador de marajás; o obcecado por cavalos de raça; o faxineiro que vivia varrendo com sua vassourinha; o apreciador da política do café com leite; o visionário que pretendia em apenas cinco anos, alavancar o país em cinquenta anos; o que usava topete e adorava um fusca; o profeta que arrecadava ouro para o bem do país; o destemido que saiu da vida, para entrar na história; o sem noção, que chamou os aposentados de vagabundos; o acadêmico que exclamava: brasileiros e brasileiras; o barbudo que exaltava: a luta continua companheiro…

Atualmente temos um com vocação para feirante, considerando o fato de que ele só fala abobrinha. Instalado em Brasília, o tal feirante oferece de tudo um pouco, dependendo da safra que colhe, da plantação diária de seus ministros. Com sua postura equivocada, costuma fazer seus comentários de forma humorada, eloqüente, ríspida, polêmica, arbitrária; causando muitas vezes um mal estar geral. Respingando até em autoridades internacionais.                                                                                      

Diariamente monta sua banca nos arredores do Palácio da Alvorada, com uma variedade grande de frutas, verduras e legumes. Acompanhado de seus filhos, costuma ficar o tempo todo gritando: Alô freguesa! Pare aqui, compre aqui! Tudo aqui é mais fresquinho e baratinho! Não compre do vizinho, ele não é charmoso, bonitinho e nem bonzinho!…  

Seu cardápio é variado. Na segunda-feira oferece banana e mamão, na terça oferece abobrinha e chuchu, na quarta oferece abacaxi e mexerica, na quinta oferece mandioca e nabo, na sexta oferece tomate e pepino, no sábado oferece cebola e quiabo e no domingo para tirar os brasileiros do marasmo, oferece a tão esperada xepa; uma promoção de final de feira.

Sua capacidade de causar polêmicas é impressionante. Ao ser abordado para uma entrevista de rotina, ninguém escapa de sua artilharia pesada, nem mesmo aqueles que se encontra com ele, combatendo a seu favor, na mesma trincheira. Muitos até já foram alvejados pelo fogo amigo. O único que parece vê-lo com bons olhos e o tem adicionado em sua rede social; é um americano que também é chegado a uma feira. A única diferença, é que lá a moeda é o dólar.

Sentindo me engazopado, com toda essa presepada, só me resta refletir sobre a frase de Winston Churchill: Um repórter fotográfico ao fazer uma foto pelos seus 80 anos exclamou: Senhor Winston, eu espero fotografá-lo nos seus 90 anos! Churchill, com seu senso de humor respondeu: E por que não! Você me parece um rapaz bastante saudável!…

Leia mais acessando o link abaixo:

https://www.jornaldelins.com.br/categoria/artes-e-cultura/contos-prosas-e-poesia/

Autor: Carlos R. Ticiano
Referência: O autor

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