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COMPROMISSO DE VERDADE
5 de outubro de 2021

O número de brasileiros endividados é o maior desde 2010

Acesse o conteúdo e aprenda como evitar o superendividamento

Lei do Superendividamento foi sancionada no início de julho. Foto: Divulgação

O número de brasileiros endividados bateu recorde histórico desde 2010, os números elevados são reflexo direto de uma junção de fatores ruins da economia. A equação inclui o momento de inflação elevada, a redução dos estímulos sociais criados durante a pandemia do coronavírus e os níveis ainda altos de desemprego. São itens que diminuem o poder de compra e deterioram os orçamentos domésticos.

O tempo de atraso no pagamento das dívidas também vem crescendo, reflexos das dificuldades enfrentadas pelas famílias na faixa de menor renda para quitarem seus compromissos financeiros em dia.

Carnês, cartão de crédito e financiamento de carros compõem o pódio de modalidades mais comprometedoras do orçamento familiar. Os números preocupam porque o aumento do endividamento pode levar a um potencial de crescimento da inadimplência.

“Nos dois últimos meses, diminuiu o percentual de famílias com atrasos até 30 dias, porém aumentaram os atrasos entre 30 e 90 dias e os acima de 90 dias, indicando que as famílias inadimplentes estão precisando de mais prazo para quitarem seus compromissos em aberto”, diz a CNC.

 A parcela média da renda comprometida com dívidas saltou para 30,5% da renda mensal, a maior proporção desde novembro de 2017. Nas famílias com menor, essa parcela alcançou 31% da renda, a maior proporção desde maio de 2016. Nas mais ricas, o percentual chegou a 28%, fatia mais elevada desde agosto de 2020.

Quando compramos uma geladeira em prestações ou financiamos a troca do carro, estamos contraindo uma dívida, que nada mais é do que um compromisso de pagamento que assumimos com a loja, o banco ou outra instituição. O crédito é muito bem-vindo porque nos permite antecipar a compra de itens mais caros e realizar projetos de vida.

Mas como tudo na vida, assumir uma dívida é uma decisão que deve ser planejada com consciência e controle. O problema começa quando passamos a achar que não existem limites nem regras para contrair um empréstimo ou financiar algo que queremos, e que tudo vai dar certo, mesmo que não o saldo bancário ou o dinheiro que vai entrar mostrem que não.

Em outros casos, as famílias vivem no limite, sem nenhuma reserva, e qualquer imprevisto pode desandar a estabilidade financeira, levar às dívidas e, até mesmo, ao superendividamento. E convenhamos que imprevistos acontecem a todo momento, no âmbito da família ou de forma coletiva, como nos mostrou a pandemia do Covid-19.

Como evitar e superendividamento

1. Gastar mais do que ganha

Não tem milagre, é matemática. Se eu tenho um salário de R$ 1.500 e gasto R$ 2.000, tem algo aí que não está funcionando e colocando eu e minha família em risco de superendividamento. Em apenas um ano, eu terei uma dívida acumulada de R$ 6.000 mais os juros da dívida que está se acumulando, seja ela no rotativo do cartão, no cheque especial, no crédito consignado ou em qualquer outra linha.

2. Escolher a conta que irá pagar e deixar as outras para o mês seguinte

Como não consegue pagar todos os seus compromissos fixos no mês, quando algum dinheiro entra, o superendividado escolhe a conta que vai pagar e fecha os olhos para as demais, que ficam para o mês que vem ou são jogadas para a frente. Esse é um comportamento típico que quem já vive sob o efeito bola de neve das dívidas e não consegue encarar a realidade.

3. Usar regularmente o limite do cheque especial e o rotativo do cartão

Muitas pessoas usam o limite do cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito como se esses créditos fossem parte da renda. Essa prática é extremamente nociva para as finanças, já que esses são os produtos financeiros com as taxas de juros mais elevadas do mercado. E, por isso, devem ser reservadas para situações emergenciais e usadas por pouco tempo.

Como evitar perder o controle das dívidas

Fazer o orçamento pessoal e familiar

Normalmente, o superendividado tem o hábito de fugir dos extratos da conta corrente e do cartão e prefere não saber em quanto está a sua dívida. Mas para quem quer se livrar dessa angústia, o primeiro passo é fazer o orçamento pessoal e familiar, colocando no papel todas as entradas de dinheiro e as despesas.
Conhecer a realidade financeira é o primeiro passo para planejar como sair das dívidas.

Rever o padrão de vida para entender se ele cabe no bolso

Por diferentes razões, muitas pessoas fazem de tudo para manter um estilo de vida que não conseguem pagar. Mas será que esse comportamento traz mesmo bem-estar? Às vezes, a simples mudança de casa ou de bairro já pode trazer economia. Ou, quem sabe, cancelar a academia que usa pouco e aprender a se exercitar nos parques e áreas públicas?
Adequar o padrão de vida à renda é uma medida muito efetiva para a saúde financeira!

Comprar a prazo ou contratar crédito só se puder pagar as parcelas

Antes de comprar em prestações ou contrair empréstimos e financiamentos, é necessário ter a certeza de que será possível pagá-los mensalmente. Para isso, siga estes passos:

  • Some todas as despesas do mês (sem esquecer da padaria, açougue, papelaria, etc.).
  • Compare com o dinheiro que você tem a certeza de que irá entrar todo mês.
  • Reserve um valor, mesmo que pequeno, para poupar.
  • Feitas as contas, veja o saldo disponível e que pode ser usado para pagar as parcelas.

Cortar custos e fazer economia, mesmo que pequenas, no dia a dia

Faça uma revisão dos gastos e identifique se há algo que possa ser enxugado – aquele pacote de TV a cabo que é pouco usado? – e economias possível no dia a dia. Tirar aparelhos da tomada quando não estão sendo usados e não esquecer a luz acessa durante o dia ajudam reduzir a conta de luz, por exemplo.

Como se organizar para sair do superendividamento

Passo 1: Abrir o jogo com a família

Vergonha, culpa, medo, exaustão são alguns dos sentimentos que envolvem o contexto do superendividamento. E, muitas vezes, as pessoas escondem a situação da própria família, mas conversar sobre dinheiro é o melhor remédio porque ajuda a encontrar apoio emocional e prático. Juntos, vocês encontrarão formas criativas para sair dessa.

Passo 2: Listar tudo o que deve e para quem

Conhecer as dívidas é muito importante. Com calma e atenção, faça uma lista de todas as suas pendências. Anote qual o tipo de dívida – cheque especial, cartão de crédito, empréstimos e prestação de loja, por exemplo –, quem é o credor e o valor das parcelas atrasadas.

Passo 3: Definir prioridades para quitar as dívidas

Com a lista pronta, é preciso colocá-la uma ordem (1, 2, 3, etc.) para priorizar os pagamentos. Em primeiro lugar vêm as contas de serviços essenciais, como água, luz e gás. Em seguida, aquelas que podem colocar em risco o patrimônio, como empréstimos com bens dados em garantia (carro ou imóvel). Em terceiro, as dívidas com juros mais altos (cartão de crédito e cheque especial) e que, inclusive, podem ser trocadas por outras mais em conta.

Passo 4: Procurar os credores e negociar

Tendo em mente as prioridades do passo 3, é hora de entrar em contato com os credores para negociar o pagamento. Muitos oferecem descontos nas taxas e prazos maiores, por exemplo. Defina um limite de valor para as parcelas, de maneira a garantir o pagamento na data certa. Se encontrar dificuldades para negociar, você pode recorrer ao consumidor.gov.br, um programa que promove a resolução de conflitos entre devedores e credores.

Passo 5: Preparar-se para a retomada

Depois de todo o turbilhão que o superendividamento provoca na vida de qualquer pessoa, sair dessa situação é um alívio. E todo o esforço para evitar entrar novamente nesse processo é muito bem-vindo. Envolva a família nesse desafio e lembre-se: uma coisa por dia. Com persistência e determinação, tudo vai entrando nos eixos.

Leia mais acessando o link https://jornaldelins.com.br/categoria/comportamento/sociedade/

 

Autor: Redaçao
Referência: IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor / CNC - Confederação Nacional do Comércio

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