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COMPROMISSO DE VERDADE
9 de setembro de 2019

A realidade sobre o descobrimento do Brasil. Crônica politica por Carlos R. Ticiano.

E Deus criou o mundo, sem o patrocínio das empreiteiras

 Adão e Eva em parceria com a cobra inventaram o drive-in para se divertirem. Os políticos construíram Brasília para discretamente fazerem suas maracutaias.  E os Chineses trataram de fabricar e exportar tudo o que os habitantes deste planeta, viriam a utilizar na rotina do seu dia a dia.

O navegador português, Pedro Álvares Cabral já cansado da rotina de sair todos os dias para pescar e à noite ficar bebendo nas tabernas, resolveu se aventurar pelo Mar Oceano a procura do tal caminho para as Índias. Com o incentivo do Rei Dom Manuel e uma poderosa esquadra formada de dez naus e três caravelas e uma tripulação numerosa, composta de todo tipo de homens, partiu Cabral do Tejo sem lenço e sem documento.  Não sei se por problemas na bússola, no traçado de rota do GPS ou se por falta de vento, que o próprio Vasco da Gama já o havia alertado, acabaram nos costados, do que viria a ser a America do Sul.

Aqui viviam os indígenas, divididos em várias etnias. Comandados por Caciques e morando em tabas, os índios tinham uma vida tranqüila, sem problemas de transporte, desemprego, segurança e saúde.  Mas todas essas regalias estavam com os dias contados, depois de navegarem por muito tempo, do alto da gávea (cesto de observação) de uma das caravelas, alguém avistou e gritou: Terra à vista!…

O dia exato que aportaram por aqui, ninguém sabe direito. Considerando que todo mundo mexia naquela folhinha. Inicialmente aos sinais de terra avistados, um monte (Monte Pascoal), um porto, (Porto Seguro), uma ilha, (Ilha de Vera Cruz), uma terra (Terra de Santa Cruz) e depois de consultarem as cartas de tarô, decidiram finalmente por Brasil. Diante do acontecido, Cabral enviou de volta a Portugal uma caravela, levando uma carta escrita pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, relatando a descoberta de uma nova terra, seguindo viagem com destino as Índias. 

Com as caravelas ancoradas, o relacionamento com os indígenas, não foi nada fácil. Diante desse impasse diplomático, foi tiro pra lá, flechada pra cá e muita gente morta e ferida.   Considerando que a intenção dos portugueses eram apropriarem-se de suas riquezas naturais, entre elas, da árvore pau-brasil, do ouro e das pedras preciosas. Teve até um bispo, Dom Pero Fernandes Sardinha, que acabou entrando para o cardápio do dia e servido no self-service do restaurante do Cacique.

Teve também o caso do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera) que iludiu os índios, fingindo por fogo nas águas ao colocar aguardente em uma vasilha e atear fogo. Tudo isso para obrigar os índios a dizer onde se encontravam as minas de ouro e de pedras preciosas. Toda essa riqueza, aqui retirada era enviada a Portugal, o que deixava as elites coloniais revoltadas e inconformadas com a situação do Brasil em ser apenas uma Colônia Portuguesa.  Diante desta situação, Dom Pedro I não teve outra escolha a não ser proclamar a Independência do Brasil.

A partir desta data, 07 de Setembro de 1822, o Brasil passou a ser exatamente o que é hoje. Acredito que não preciso entrar em maiores detalhes para explicar como foi o nosso passado, como está sendo o nosso presente e como será, sabe Deus, o nosso futuro

Por : Carlos R. Ticiano

Autor: Carlos R. Ticiano - Publicitário- Administrador de Empresas
Referência: O autor

COMENTÁRIOS

  • * Parabéns: muito agradável seu texto, mostrando uma maneira nova e hilariante de conhecermos a nossa história, e a de outros povos e suas atividades do dia-à-dia.
    Li uma matéria na net (também muito bem elaborada) sobre o fato dos holandeses terem aportado em nossas terras, muito antes de Cabral. Eram em pequeno grupo, os índios os enxotaram (inclusive comendo alguns). Estou me referindo ao canibalismo. Mas, enfim: como você diz, só Deus sabe qual será nosso futuro. Um abraço. (Toninho Claro-Lins)


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