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21 de dezembro de 2017

A Síndrome de Burnout em professores no contexto educacional

A Burnout em professores é conhecida como exaustão física-emocional

A Síndrome de Burnout em professores no contexto educacional

É um sofrimento psíquico bastante visível, nos noticiários, nas redes sociais, porem não reconhecidos, compreendidos, acolhidos, discutidos, sobre o que fazer diante insatisfação, desmotivação por parte dos educadores  varias narrativas carregadas de angustia, de que não são valorizados, inclusive, nas reuniões psicopedagogicas são invalidadas e censuradas qualquer manifestação de seu sofrimento sobre seu cotidiano vivenciado dentro de uma sala de aula.

Esta síndrome não só atinge professores, também médicos, bombeiros, enfermeiros, auxiliar de produção, devido ao trabalho excessivo, fortes pressões e exigências por produtividade, contato direto e constante com outras pessoas.

A palavra Burnout vem do inglês ( to burn out ), que significa, queimar por completo ou também designada como síndrome de esgotamento profissional, foi denominada pelo psicanalista nova-iorquino Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A Burnout em professores é conhecida como exaustão física-emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor. 

As causas do esgotamento profissional em professores são:

– Salário Baixo;

– Superlotação de alunos em sala de aula;

– Carga de trabalho excessivo;

– Alunos barulhentos;

– Lidar com os pais;

– Politicas inadequadas da escola para caso de indisciplina;

– Atitude de comportamento de outros professores;

–  Falta de reconhecimento de uma boa aula ou por estar ensinando bem;

– Avaliação de administradores e supervisores;

 

 Sintomas físicos                                                                 Sintomas psicológicos

 Crises de enxaquecas;                                                         Perda de iniciativa;

 Fadiga constante e progressiva;                                          Irritabilidade;

Distúrbio do sistema respiratório;                                       Incapacidade para relaxar;

Distúrbios gastrointestinais;                                                Suicídios;

Disfunções sexuais;                                                              Abseteismo;

                                                                                                  

Medidas de Prevenção

  1. Criar grupos de apoio com os colegas para discutir temas relacionados ao trabalho, compartilhando idéias;
  2. Dizer não às obrigações desnecessárias;
  3. Buscar o sentido do seu trabalho, reconhecendo que ele é importante e fará a diferença na vida de outras pessoas;

 

  1. Cuidar da saúde, fazer caminhadas, dormir o suficiente, praticar esportes ou alguma atividade física;
  2. Separar a vida profissional da vida pessoal, não levar trabalho para casa;
  3. Manter atividades sociais.
  4. Alimentação saudável;

 

Conduta terapêutica ao sujeito que sofre de síndrome de Burnout

A psicoterapia continua sendo o tratamento mais eficaz e relevante, onde é proporcionado e criado condições para que o individuo possa verbalizar, ressignificar , colocar em palavras suas angustias, medos, receios, frustrações,  e adquirir maturidade, fortalecimento emocional, para lida melhor com as demandas do contexto educacional.

 

IMPORTANTE

Entretanto, enquanto não houver um interesse pelas Políticas públicas e governamentais, no sentindo de uma transversalidade de novos valores éticos, intervenções de psicólogos no ambiente escolar,  uma perspectiva humanista  frente a estes educadores, acredita-se que os professores irão cada vez mais ser vulneráveis, propensos a comorbidades e desenvolver a Sindrome de Burnout.

Por:

Psicólogo: Fábio Athayde de Souza

CRP: 06/124363

 

 

 

 

 

Autor: Fábio Athayde de Souza - Psicólogo
Referência: O autor

COMENTÁRIOS

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