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COMPROMISSO DE VERDADE
23 de novembro de 2017

Luz e Segurança

A iluminação pública foi municipalizada no Brasil e, obviamente, gerou impactos administrativos e sociais que exigem reflexão e atitude.

 

 Por: Nancy Ferruzzi Thame 

Quando pensamos neste serviço, levantamos duas questões imediatas: os custos de instalar e manter as luzes acesas e a questão de segurança.

Com o crescimento dos municípios e o avanço das atividades no período noturno, as preocupações com o planejamento adequado dos projetos de ampliação da rede de iluminação pública se tornam ainda mais relevantes. Não apenas em termos de abrangência, mas também no que se refere à eficiência de redes e lâmpadas. As tecnologias desenvolvidas na área de iluminação colocaram no mercado produtos que podem oferecer respostas positivas às necessidades da sociedade e do poder público: clarear mais as ruas, gastando menos. Depois das lâmpadas halógenas, dos modelos de vapor metálico, de mercúrio, de sódio ou mistas, que se apresentaram como soluções mais viáveis ao longo dos anos – e que ainda estão em uso no País -, novas tecnologias surgem como alternativas mais eficazes para oferecer melhor luminosidade.

Uma solução é o uso de lâmpadas Light EmittingDiode (LED), em português, Diodo Emissor de Luz, que são produtos que oferecem redução de até 80% no consumo energético comparativamente aos demais tipos de lâmpadas, maior durabilidade e segurança, uma vez que não emitem substâncias nocivas às pessoas ou ao meio ambiente – por isso, não exigem descarte especial -, ou raio ultravioleta ou infravermelho. O LED, desta forma, mostra-se como um produto indicado para iluminação pública. Além da economia proporcionada, este tipo de lâmpada exige menos manutenção, um diferencial quando se fala em milhões de luminárias que, para serem substituídas, exigem interrupção ou bloqueio de vias, tão danosas nos grandes centros urbanos e à mobilidade urbana. Outra vantagem é a redução gradativa do preço destes produtos que, com a evolução tecnológica e a maior demanda, tornam-se ainda mais viáveis em termos de custo/benefício.

Assim, o que se convencionou chamar de revolução na iluminação pública (Revista Smart City Business, ed. 1 – out. 2016), é fruto do descobrimento da tecnologia LED (Diodo Emissor de Luz), da evolução tecnológica da iluminação pública e dos avanços legislativos.

A Administração Municipal, por meio de órgãos competentes, pode adequar os espaços públicos gradativamente, na medida em que forem efetuadas as substituições das lâmpadas e luminárias queimadas que ficarem E para os novos empreendimentos imobiliários, que vierem a ser implantados, tem a grade chance de tornar obrigatória as lâmpadas ou luminárias de LED (Diodo Emissor de Luz), nos espaços comuns, devendo constar nos Projetos de Eletrificação a serem aprovados pela Administração Municipal.

Colocamos estas sugestões em projeto legislativo apresentado recentemente na Câmara de Piracicaba e esperamos vê-lo aprovado.

Uma boa notícia é que o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL, instituído pelo governo federal com a finalidade de promover sistemas eficientes de iluminação pública está com “Chamada Pública” e irá selecionar projetos de eficiência energética com tecnologia LED, com diferentes modelagens. O objetivo é permitir uma análise comparativa entre os modelos, de modo a verificar quais possuem potencial para se tornarem viáveis e replicáveis à variedade dos municípios brasileiros.

O Procel Reluz, com recursos oriundos da Lei n° 13.280 no limite definido pelo Plano de Aplicação de Recursos – PAR 2017, irá investir, através de repasse de recursos não reembolsáveis, na implantação dos projetos de iluminação pública selecionados nesta CHAMADA PÚBLICA.

A tecnologia LED representa um grande avanço na área de iluminação e vem ao encontro das necessidades atuais no que concerne a recursos financeiros e energéticos, durabilidade e sustentabilidade, o que se traduz em oportunidades para aproveitar produtos que evoluem continuamente.

Está aí uma bela oportunidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Nancy Ferruzzi Thame - Engenheira Agrônoma e Vereadora em Piracicaba/SP


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