(14) 3523-9659 |
COMPROMISSO DE VERDADE
10 de Fevereiro de 2018

Aliança de ruralistas com Jair Bolsonaro preocupa Geraldo Alckmin

‘Agro é 95% a favor de Bolsonaro’, diz consultor de tucano para a área

A consolidação da pré-candidatura ao Planalto de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no agronegócio acendeu um alerta no entorno de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo e presidenciável pelo PSDB, partido que historicamente recebe o apoio do setor.

“Hoje o agro é 95% Bolsonaro”, sentencia Frederico D’Ávila. Vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, ele é o principal consultor da área de Alckmin.

“Como novo líder do PSDB na Câmara, é difícil, nas posso atestar o mesmo. É um fenômeno claro”, completa o tucano Nilson Leitão (PSDB-MT), que precise a Frente Parlamentar da Agropecuária, maior grupo por afinidade da Casa, com 220 integrantes de diversas legendas.

Na avaliação deles, Bolsonaro hoje ocupa um vácuo deixado pela centro-direita junto a produtores rurais.

“Se o Geraldo continuar nessa toada, sem correr o país, fazendo só eventos ‘nós-com-nós’ montados pelo ITV (Instituto do PSDB), dando sinais dúbios, eu digo com toda segurança, como seu amigo, que seria melhor ele concorrer ao Senado, porque ganha a eleição com facilidade e seria excelente presidente do Congresso”, diz D’Ávila.

Produtor de grãos filiado ao PP, ele é irmão do pré-candidato tucano à sucessão de Alckmin, Luiz Felipe D’Ávila, que hoje tende a ser triturado em prévias pelo prefeito paulistano, João Dória. De 2011 a 2013, ele foi assessor especial do governador.

O sucesso de Bolsonaro está no discurso. “Ele fala o que nosso pessoal quer ouvir”,diz Leitão. Com efeito, o presidenciável foi na quarta-feira (8) à primeira das quatro grandes feiras agropecuárias do ano, o Show Rural de Cascavel (PR).

O evento recebeu também João Amôedo (Novo) e Álvaro Dias (Podemos), pré-candidatos na rabeira das pesquisas ora lideradas pelo candidato em cenários sem Luiz Inácio Lula da Silva.

 

IMPACTO

Falando a platéia, ele prometeu criminalizar ações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e ajudar na concessão de crédito rural. Foi interrompido por gritos de “mito”. Na quinta-feira (8) voou a Dourados (MS), onde falaria (mal) de índios para produtores locais.

O impacto potencial do apoio do agronegócio a qualquer candidato é grande.

O setor estima ter 5,5 milhões de pessoas empregadas diretamente em sua cadeia produtiva no Brasil, o que pode parecer pouco, mas cada uma delas tem família e grande capilaridade regional, o que pode ampliar tal influência para talvez quatro ou cinco vezes mais eleitores.

Um estrategista de Bolsonaro afirmou que o trabalho de guerrilha do deputado, que viaja acompanhando do filho Eduardo (também deputado federal pelo PSC-RJ) e de um assessor, será mais bem estruturado. O marqueteiro Chico Mendez foi convidado a integrar sua equipe, mas declinou.  

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que não apoia nenhum candidato, irá chamar os nomes no páreo no começo da campanha para apresentar demandas: concessão de credito para safra, seguro rural e infraestrutura de escoamento de produção.

D’Ávila acrescenta como fator favorável a Bolsonaro a questão da segurança. “O produtor está com medo. Há furto de gado, de carga”, diz.

A CNA já identificou até a presença de “pedágios do tráfico” em hidrovias que levam soja e milho a portos do Arco Norte (AM, PA e BA).

Como o deputado usa retórica agressiva contra a criminalidade, encontra ressonância. “Depois de abril, Alckmin terá de engrossar o discurso”, afirma Leitão, que vê chances de o tucano recuperar terreno perdido. “O brasileiro não gosta tanto de agressividade, mas precisa ter segurança jurídica para trabalhar.”

Ele reputa a “30 anos de leis socialistas” o que chama de “preconceito contra ruralista”.

D’Ávila concorda e aponta erros em São Paulo que afastaram a simpatia da área.  

A concessão de áreas a sem-terras, a demora em anunciar o veto ao projeto da “segunda sem carne” e a inação na polêmica sobre a exportação de bois vivos pelo porto de Santos estão nessa lista.

 

Jair Bolsonaro em sessão no Congresso.

 

 

Autor: Redação
Referência: Folha de São Paulo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DE TUDO O QUE ACONTECE NA REGIÃO.

QUEM SOMOS

Iniciamos as atividades do Jornal de Lins no ano de 2013, inicialmente com versão impressa. Estamos agora em versão online. Buscamos a construção de um veículo de comunicação que tenha Compromisso de Verdade com o leitor e a veracidade da notícia. Estamos construindo um Portal de Notícias e Informações ágil, moderno e repleto de conteúdo para prestar o melhor serviço ao leitor. Um veículo que mostre nossa gente e nossas realizações ao mundo, e traga o mundo até nossa terra.

FALE CONOSCO

Jornal de Lins

JORNAL DE LINS ©2018 | Todos os direitos reservados.